Um auxiliar de vigilante foi indiciado pela Polícia Civil do Piauí sob a acusação de cometer o crime de importunação sexual. O caso ocorreu no Centro Estadual de Tempo Integral José Nogueira de Aguiar, localizado no município de Esperantina, a aproximadamente 185 quilômetros de Teresina.
Detalhes da investigação policial
De acordo com a delegada Polyana Oliveira, o registro do boletim de ocorrência foi feito no dia 2 de dezembro de 2025. A investigação apurou que o servidor teria feito imagens escondidas de adolescentes com idades entre 16 e 18 anos. As estudantes participavam de um ensaio de coreografia em uma área da unidade de ensino quando foram filmadas sem autorização.
A delegada informou que, inicialmente, não havia outras denúncias formais contra o investigado. No entanto, após a abertura do inquérito, testemunhas relataram que o homem tinha o hábito de dar "cantadas" em alunas e funcionárias da escola. "No âmbito desta unidade policial, o inquérito foi regularmente finalizado, com o indiciamento do investigado pelo crime de importunação sexual, inclusive em relação a outras vítimas, cujos fatos foram descobertos, apurados e comprovados ao longo da instrução investigativa", declarou Polyana Oliveira.
Desdobramentos administrativos e legais
O servidor chegou a ser preso em flagrante, mas recuperou a liberdade após passar por uma audiência de custódia. Paralelamente ao processo criminal, a Controladoria-Geral do Estado do Piauí (CGE) determinou a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Uma comissão composta por três servidores foi formada para analisar o caso sob a perspectiva administrativa.
Durante o andamento das investigações, o auxiliar de vigilante foi afastado de suas funções. O g1 solicitou um posicionamento à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para saber se o servidor permanece fora de atividade, mas ainda aguarda retorno.
Contexto e próximos passos
O caso expõe uma grave violação no ambiente que deveria ser de proteção e aprendizado. A importunacao sexual é um crime com pena prevista em lei, e a descoberta de outras possíveis vítimas durante as investigações agrava a situação do acusado.
Agora, o processo segue em duas frentes: a judicial, que poderá resultar em condenação criminal, e a administrativa, que definirá as sanções no âmbito do serviço público estadual. A comunidade escolar aguarda as decisões dos órgãos competentes.