Técnica de Enfermagem Presa em Macapá por Suspeita de Tráfico de Medicamentos Hospitalares
Uma técnica de enfermagem de 37 anos foi presa nesta segunda-feira (9) em Macapá, capital do Amapá, durante a Operação Cura Reversa, suspeita de desviar medicamentos hospitalares controlados para o tráfico de drogas. A mulher, que trabalhava no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA-PAI), foi abordada em frente à unidade de saúde com diversas ampolas de substâncias potentes e porções de cocaína.
Medicamentos Apreendidos e Riscos à Saúde Pública
Entre os itens apreendidos estavam medicamentos como cetamina, fentanil e midazolam, utilizados em procedimentos médicos para anestesia, sedação e controle de dor intensa. Segundo o delegado Leonardo Alves, da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), o uso recreativo dessas drogas pode causar experiências dissociativas perigosas, como sensações extracorpóreas e risco de overdose.
- Cetamina: Conhecida como tranquilizante para cavalos, induz anestesia e pode levar a estados de transe.
- Midazolam: Sedativo e ansiolítico usado para relaxamento em ambientes médicos.
- Fentanil: Opioide sintético extremamente potente, com alto potencial de dependência e overdose.
Investigação Revela Esquema de Desvio e Comércio Ilegal
A prisão ocorre após investigações anteriores da Denarc, que já haviam apreendido 158 ampolas de cetamina, indicando um possível esquema organizado de desvio de medicamentos. O delegado destacou que cada ampola pode valer até R$ 250 no mercado ilegal, atraindo um nicho específico de consumidores devido ao alto valor agregado.
Em nota, o HCA afirmou que a ação policial foi conduzida fora do exercício das atividades assistenciais da servidora e que o hospital não está envolvido na investigação, mantendo-se à disposição das autoridades. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e determinar a extensão temporal do comércio ilegal.
Implicações Legais e Próximos Passos
A técnica de enfermagem passará por audiência de custódia, com o caso já comunicado ao Poder Judiciário. As autoridades buscam coautores ou outros participantes no esquema, reforçando a necessidade de maior controle sobre medicamentos controlados em instituições de saúde para prevenir abusos e proteger a população.



