STF determina investigação contra ministro do STJ Marco Buzzi por importunação sexual
STF investiga ministro do STJ Marco Buzzi por importunação sexual

STF ordena investigação de ministro do STJ por acusações de importunação sexual

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, determinou formalmente a abertura de uma investigação criminal por importunção sexual contra Marco Buzzi, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão judicial representa um passo significativo no processamento das acusações que pesam sobre o magistrado, que já se encontra afastado das dependências do STJ desde fevereiro de 2026.

Duas denúncias específicas fundamentam o inquérito

As acusações que motivaram a investigação são duas e envolvem contextos distintos:

  • A primeira denúncia partiu de uma jovem de 18 anos, cujos pais mantinham amizade com o ministro. O episódio teria ocorrido durante as férias de janeiro, quando a família foi hospedada na casa de praia de Buzzi em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
  • A segunda acusação foi feita por uma mulher que trabalhou no gabinete do ministro Marco Buzzi, alegando um caso de importunação sexual no ano de 2023.

Procedimentos investigativos e apoio do Ministério Público

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia se manifestado favoravelmente à instauração do inquérito, argumentando em parecer que existem elementos suficientes para justificar a investigação. Conforme a determinação de Nunes Marques, o caso será encaminhado à Polícia Federal, que terá um prazo de 60 dias para realizar a coleta de provas e ouvir todas as partes envolvidas.

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Os depoimentos e eventuais novas evidências serão cruciais para definir a natureza jurídica precisa dos fatos, esclarecendo se configuram assédio, importunação sexual ou ambas as condutas.

STJ também instaura processo administrativo disciplinar

Paralelamente à investigação criminal determinada pelo STF, o Superior Tribunal de Justiça decidiu, na noite desta terça-feira (14), que Marco Buzzi responderá a um processo administrativo disciplinar, mantendo o ministro afastado de suas funções. Buzzi, que integra o STJ desde 2011, nega veementemente todas as acusações.

Defesa do ministro contesta as alegações

Em nota oficial, a defesa de Marco Buzzi afirmou que o ministro não cometeu qualquer ato impróprio e que as alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas. A equipe jurídica declarou ter recebido a decisão com resignação e serenidade, expressando confiança em que terá condições de demonstrar que as acusações são infundadas.

O desdobramento deste caso no âmbito do STF e do STJ coloca sob os holofotes a integridade e a conduta de membros do alto escalão do Judiciário brasileiro, com repercussões significativas para a imagem das instituições.

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