Servidor do INSS de 73 anos é brutalmente agredido por policial civil em Goiânia
Servidor do INSS de 73 anos agredido por policial em Goiânia

Servidor do INSS de 73 anos é brutalmente agredido por policial civil em Goiânia

Um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de 73 anos, foi brutalmente agredido por um policial civil dentro de uma agência em Goiânia. O incidente, ocorrido na última segunda-feira (2), deixou o funcionário público revoltado e apavorado com a violência sofrida enquanto exercia suas funções.

Detalhes da agressão

As câmeras de segurança registraram o momento em que o policial, identificado como Hudson Alves de Souza, de 34 anos, do grupo Antissequestro, derruba o servidor no chão e desfere vários socos em poucos segundos. A intervenção de uma mulher e do pai do agressor foi necessária para interromper a agressão, mas mesmo assim o policial ainda desferiu um chute no servidor. Os seguranças da agência foram acionados para conter a situação.

Relato da vítima

O servidor, que trabalha no INSS há 45 anos e preferiu não se identificar, expressou seu terror e indignação. "Na hora passa-se um terror", declarou ele, destacando a ironia de ser agredido por alguém que deveria proteger a sociedade. O funcionário, que estava de férias e retornaria ao trabalho com mais garra, agora teme ficar em áreas expostas. "Não é justo. Estou realmente revoltado com a situação, estou apavorado", lamentou.

Contexto do incidente

De acordo com o gerente da agência, Silmar Ferreira, o policial chegou ao local de forma agressiva, filmando desde a entrada. A motivação parece estar relacionada a um requerimento inicial para a mãe do policial, cuja perícia foi cancelada devido ao cancelamento do pedido pelo profissional responsável.

Repercussões e investigações

A gerente executiva de agências do INSS em Goiânia, Isabel Leal, anunciou que será solicitada uma revisão na quantidade de vigilantes nas agências, embora classifique o caso como isolado. A Polícia Civil emitiu uma nota informando que o policial envolvido está de licença por motivo de luto e não estava em serviço no momento dos fatos. Todas as circunstâncias estão sendo apuradas pela Polícia Judiciária.

Este caso chocante levanta questões sobre segurança em locais públicos e a conduta de agentes de segurança, destacando a vulnerabilidade de servidores que atendem a população diariamente.