Segundo suspeito de estupro e roubo é preso na Grande Natal após laudo de DNA
Segundo suspeito de estupro e roubo é preso no RN

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta sexta-feira (9), o segundo homem investigado por um crime de roubo majorado seguido de estupro ocorrido na região metropolitana de Natal. A prisão aconteceu no município de Ceará-Mirim e marca a segunda fase da chamada "Operação DNA do Crime".

Detalhes do crime violento

O caso remonta ao dia 22 de setembro de 2024, em uma zona rural do município de Ielmo Marinho. De acordo com as investigações, uma mulher transitava por uma via pública acompanhada do filho adolescente quando foi interceptada por dois homens encapuzados. A dupla agiu com extrema violência e grave ameaça.

Um dos criminosos portava um pedaço de madeira, enquanto o outro simulava estar armado com uma arma de fogo. Os assaltantes roubaram o aparelho celular do adolescente e, em seguida, arrastaram a mãe para uma área de mata, onde ela foi violentada sexualmente por ambos. Para completar a ação, os homens fugiram do local utilizando a motocicleta da vítima.

Investigação e confirmação por prova pericial

As investigações da Polícia Civil revelaram que os criminosos usaram a motocicleta roubada para abordar um casal logo após o primeiro crime. Posteriormente, abandonaram esse veículo e roubaram outra moto para continuar a fuga.

Um elemento crucial para as prisões foi o laudo pericial emitido pela Polícia Científica (PCI). Os exames confirmaram a compatibilidade do material genético coletado da vítima com os perfis dos suspeitos. Segundo a polícia, o resultado "afastou quaisquer dúvidas quanto à autoria e desconstituiu eventuais álibis".

Segunda fase da operação e prisões

O primeiro suspeito, um homem de 44 anos, já havia sido capturado durante a primeira fase da operação. O segundo, de 35 anos, foi localizado e preso nesta sexta-feira em Ceará-Mirim, após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça potiguar.

Durante uma busca em sua residência, os policiais apreenderam um alicate de poda. De acordo com as investigações, esse instrumento pode ter sido utilizado para intimidar as vítimas durante a ação criminosa.

A polícia também apura a possível participação da dupla em outros crimes de natureza sexual ocorridos na região. Os episódios investigados teriam o mesmo modus operandi, caracterizado por:

  • Abordagens violentas em áreas rurais ou ermas.
  • Uso de objetos para simular armamento ou intimidar.
  • Ocultação da identidade dos agressores.

A "Operação DNA do Crime" contou com o apoio da Polícia Civil da Paraíba para seu desfecho bem-sucedido.