Dois jovens são presos por vender atestados médicos falsos para o Carnaval em Aparecida de Goiânia
Dois jovens, com idades de 18 e 30 anos, foram presos suspeitos de vender atestados médicos falsos para o período do Carnaval, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana. A prisão ocorreu na quinta-feira, dia 12, no bairro Independência Mansões, após uma operação da Polícia Militar.
Operação policial apreende materiais usados na falsificação
Durante a ação, os policiais apreenderam um total de 25 carimbos, 11 blocos em branco e vários formulários já preenchidos. De acordo com as investigações, os atestados falsos estavam com registro ativo de médicos no Conselho Regional de Medicina (CRM) e em nome de diferentes pessoas, o que dificultava a identificação inicial da fraude.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades, o que impossibilitou a localização de seus advogados para comentar o caso. A Polícia Civil agora investiga se houve participação de outras pessoas nesse esquema criminoso.
Modus operandi e valores cobrados pelos falsificadores
Segundo a Polícia Militar, a dupla realizava as transações ilegais por meio de um aplicativo de mensagens, enviando fotos dos atestados falsos aos clientes. Um dos presos relatou aos militares que quanto maior o período de atestado, mais caro era o valor cobrado.
- Para um dia de atestado, o preço era de R$ 50,00.
- Para dois dias, o valor subia para R$ 80,00.
Os documentos falsos eram vendidos principalmente para servidores públicos e funcionários de empresas privadas, que buscavam justificar ausências no trabalho durante o Carnaval.
Contexto de falsificação de atestados na região
Esse caso se soma a outros incidentes recentes envolvendo atestados falsos na região de Goiânia. A Prefeitura de Goiânia, por exemplo, já identificou cerca de 100 casos comprovados de atestados falsos entregues por servidores municipais.
Além disso, o Ministério Público investiga uma possível má gestão de atestados após a prefeitura anunciar que há 26 mil pedidos de afastamentos por licença-saúde e outras justificativas. Criminosos têm usado assinaturas, carimbos e nomes de médicos goianos para vender atestados falsos também pela internet.
Crimes imputados e próximos passos da investigação
De acordo com o delegado Humberto Teófilo, os jovens presos devem responder pelos crimes de falsificação de documento público e associação criminosa. A Polícia Civil continua as investigações para determinar a extensão da rede criminosa e identificar possíveis clientes que adquiriram os atestados falsos.
As autoridades alertam a população sobre os riscos de adquirir documentos falsificados, que podem resultar em processos disciplinares no trabalho e até em ações criminais contra quem os utiliza. A operação em Aparecida de Goiânia demonstra o esforço das forças de segurança para combater esse tipo de fraude, especialmente em períodos festivos como o Carnaval.



