PM é identificado como suspeito de matar empresário em discussão por camarote em bar na Barra da Tijuca
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) identificou um policial militar da ativa como suspeito de ter atirado e matado um homem durante uma discussão por causa do camarote de um bar na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no Mia Lounge, localizado na Avenida Olegário Maciel, onde na hora acontecia uma roda de samba.
Vítima era empresário de Ribeirão Preto
A vítima foi identificada como Ryan Victor Araújo dos Santos, de 28 anos, natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ele foi baleado na barriga e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo foi transportado para ser enterrado em sua cidade natal.
Investigação aponta para PM do 31º BPM
O suspeito, lotado no 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), foi identificado através de diversas diligências investigativas, incluindo depoimentos, análises de imagens e informações de inteligência. A Delegacia de Homicídios da Capital vai pedir a prisão temporária do policial.
Em nota, a secretaria de Polícia Militar confirmou que a corregedoria da corporação instaurou um procedimento para apurar a denúncia de que o agente teria sido o autor dos disparos. A investigação interna corre em paralelo às ações da polícia civil.
Restaurante colabora com as investigações
O advogado Gabriel Habib, que representa o Mia Lounge, afirmou que o estabelecimento tem total interesse em colaborar com as investigações. "Estamos buscando as imagens de câmeras para fornecer à polícia", disse o profissional.
Segundo testemunhas ouvidas pelos policiais da DH na segunda-feira (13), a vítima já tinha arrumado confusão dentro do restaurante com algumas pessoas. "Quando os seguranças estavam conduzindo a vítima para a rua, o autor dos disparos, que estava na calçada, entrou na varanda do restaurante, próximo à calçada, efetuou o disparo e fugiu", relatou o advogado.
Contexto do crime
O incidente ocorreu em um ambiente de lazer, durante uma roda de samba, transformando uma discussão banal sobre camarote em uma tragédia fatal. A rápida identificação do suspeito, que é um agente da segurança pública, levanta questões sobre conduta profissional e uso da força.
A polícia continua coletando provas e ouvindo testemunhas para consolidar o caso, que deve seguir para a Justiça assim que o pedido de prisão temporária for deferido. A família da vítima aguarda por justiça enquanto o empresário é velado em São Paulo.



