Operação Dose Certa da PF combate rede de medicamentos proibidos no Amapá
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a Operação Dose Certa, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso envolvendo o comércio ilegal de medicamentos para emagrecimento no estado do Amapá. A ação policial resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, emitidos pela Justiça Federal, para investigar a prática dos crimes de contrabando e de comercialização de produtos farmacêuticos irregulares.
Investigação teve início a partir de denúncias online
As investigações da PF tiveram início em janeiro deste ano, após a recepção de uma notícia-crime por meio do portal de denúncias ComunicaPF. As informações apontavam para a oferta clandestina, em redes sociais, de medicamentos que continham o princípio ativo tirzepatida, substância expressamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no território brasileiro.
Esquema envolvia importação do Paraguai e distribuição nacional
Os trabalhos dos agentes federais revelaram a existência de uma rede organizada dedicada à importação clandestina de medicamentos originários do Paraguai, com posterior distribuição e venda no mercado interno brasileiro. Duas pessoas foram identificadas como suspeitas de atuar de forma articulada, sendo responsáveis pelas etapas de remessa, recebimento e comercialização dos produtos ilegais.
Mandados foram cumpridos em Macapá e Oiapoque
Os mandados judiciais foram executados em dois municípios amapaenses: Macapá, a capital do estado, e Oiapoque, cidade localizada na fronteira norte do Brasil. Caso sejam confirmadas as acusações, os investigados poderão responder, perante a Justiça, pelos crimes de contrabando e de comercialização de medicamento proibido ou irregular, com penas que podem incluir prisão e multas significativas.
Esta operação reforça o compromisso da Polícia Federal em combater crimes contra a saúde pública e em proteger a população dos riscos associados ao uso de medicamentos não autorizados, que podem oferecer sérios perigos à integridade física dos consumidores.



