Pai condenado a 21 anos por matar e enterrar filha de 7 meses em São José do Barreiro
Pai condenado a 21 anos por matar filha de 7 meses em SP

Pai condenado a mais de 21 anos por matar e enterrar filha de sete meses em São José do Barreiro

Um homem de 26 anos foi condenado a mais de 21 anos de prisão por matar e enterrar o corpo da própria filha, uma bebê de apenas sete meses, em São José do Barreiro, no interior do estado de São Paulo. Carlos Eduardo da Silva, identificado como o principal suspeito do crime, foi julgado e condenado nesta terça-feira, dia 10, após um processo que revelou detalhes chocantes do ocorrido.

Detalhes da condenação e do crime brutal

Segundo a decisão da juíza Luciene Belan Ferreira Allemand, da Vara Única de Bananal, Carlos Eduardo da Silva foi condenado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. As qualificadoras incluem motivo fútil, emprego de meio cruel e crime praticado contra menor de 14 anos, agravantes que contribuíram para a pena total de 21 anos e 1 mês de prisão em regime inicial fechado.

O crime aconteceu em março de 2023, quando, conforme o boletim de ocorrência, Carlos relatou que a bebê começou a chorar e, em um ato de violência, ele a pegou no colo e a atirou contra o colchão. Após esse incidente, ele teria ido tomar banho com a jovem de 17 anos, mãe da criança, e ao retornar ao quarto, encontrou a cabeceira de madeira da cama em cima da testa da menina.

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Versões conflitantes e tentativa de encobrimento

A mãe da menina forneceu uma versão diferente desse momento às autoridades, mas o casal, ao constatar que a bebê estava morta, decidiu enterrá-la em uma área externa do imóvel localizado na zona rural de São José do Barreiro. Em um plano desesperado, eles decidiram ir à delegacia na segunda-feira seguinte para inventar uma história de sequestro, iniciando uma falsa denúncia.

No entanto, durante o interrogatório, ambos acabaram confessando aos policiais que a criança estava morta e que haviam enterrado o corpo. Os agentes foram até o local indicado e encontraram o cadáver ocultado, confirmando a gravidade do crime.

Reação da defesa e possíveis recursos

Em nota, a defesa de Carlos Eduardo da Silva, representada pelo advogado Emerson Ruan Figueiredo da Silva, afirmou que atuou dentro dos limites da Constituição e que os jurados optaram pela procedência da condenação. O advogado manifestou respeito à dor dos familiares e destacou que "o papel da advocacia criminal é assegurar que todo julgamento ocorra com justiça, equilíbrio e respeito às garantias fundamentais".

Por fim, o advogado informou que vai analisar a sentença com cautela e avaliar a interposição de um eventual recurso, indicando que o caso pode ainda passar por revisões legais. Este crime chocante em São José do Barreiro reforça a importância da justiça em casos de violência contra crianças, especialmente em contextos familiares trágicos.

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