Nove presos em operação contra fraude em concursos do TJPE e TCE-PE
Nove presos em operação contra fraude em concursos do TJPE

Nove presos em operação contra fraude em concursos do TJPE e TCE-PE

Nove pessoas foram presas durante uma operação policial que desmantelou um esquema de fraudes em concursos públicos do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). Entre os detidos está um cabo do 20º Batalhão da Polícia Militar de Paulistana, no Piauí, que agora enfrenta risco de expulsão da corporação.

Policial militar do Piauí pode ser expulso

O cabo foi preso em Petrolina, Pernambuco, e sua atuação específica no esquema ainda está sendo investigada. O tenente-coronel Richarle França, comandante do 20º Batalhão da PM do Piauí, confirmou que a unidade recebeu os documentos da prisão enviados pela Polícia Civil de Pernambuco e os encaminhará para a corregedoria.

O coronel Newmarcos Pessoa, corregedor da PM do Piauí, explicou que o órgão analisará a documentação para decidir sobre a abertura de um conselho disciplinar. "Se realmente for confirmado a culpabilidade ou o envolvimento dele nesse tipo de crime, independentemente do processo civil que vai correr lá [em Pernambuco], um processo disciplinar vai ser aberto aqui para analisar a permanência ou a expulsão dele da PM", afirmou.

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O conselho disciplinar é composto por três oficiais que apuram o caso internamente e garantem o direito de defesa ao policial investigado.

Como funcionava o esquema de fraudes

Duas operações da Polícia Civil de Pernambuco, realizadas na quarta-feira (25), prenderam o líder e vários membros de uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos. Os criminosos atuaram nos certames do TCE-PE e do TJPE, cujas provas foram aplicadas em 2025.

Segundo as investigações, os candidatos pagavam até R$ 70 mil para contratar os serviços da organização criminosa. As fraudes incluíam:

  • Cópias de gabaritos das provas
  • "Clones" – pessoas que faziam a prova no lugar do candidato
  • Dispositivos de transmissão adaptados para burlar detectores de metal

A Polícia Civil não divulgou quais concursos específicos e estados foram alvos dos suspeitos, pois as investigações seguem em andamento. No entanto, foi confirmado que ao menos quatro servidores de segurança pública participaram do esquema: três policiais militares e um guarda municipal. Desse grupo, três eram membros da organização e um era cliente.

Os equipamentos utilizados incluíam pontos eletrônicos e celulares especialmente adaptados para não serem detectados pelos sistemas de segurança dos locais de prova.

Impacto nos concursos públicos

Este caso revela a sofisticação dos métodos utilizados para fraudar processos seletivos públicos e levanta questões sobre a segurança dos certames em todo o país. A operação demonstra a importância da cooperação entre as polícias de diferentes estados para combater crimes organizados que transcendem fronteiras estaduais.

A defesa do cabo preso foi procurada pelo g1, mas ainda não se manifestou sobre o caso. As investigações continuam para identificar possíveis outros envolvidos e ampliar o desmantelamento da quadrilha.

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