Delegado detalha morte de corretora esquartejada em Florianópolis; perícia pode levar 40 dias
Morte de corretora esquartejada em Florianópolis: perícia pode levar 40 dias

Delegado detalha morte de corretora esquartejada em Florianópolis; perícia pode levar 40 dias

A análise dos fragmentos encontrados do corpo da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet, morta e esquartejada em Florianópolis, pode levar até 40 dias para ser concluída, segundo informações da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável pela perícia. A família da vítima aguarda ansiosamente a liberação dos restos mortais para realizar o velório, que deve ocorrer em Canoas, no Rio Grande do Sul.

Localização dos fragmentos e procedimentos periciais

As partes do corpo foram localizadas em Major Gercino, município situado a mais de 100 quilômetros da capital catarinense, dias após a família registrar o desaparecimento da corretora. Como o corpo foi encontrado de forma fragmentada, os diferentes fragmentos foram encaminhados à perícia em momentos distintos, exigindo um procedimento meticuloso de reunião e análise conjunta.

Segundo a Polícia Científica, a adoção desse protocolo é fundamental para assegurar a precisão pericial e evitar múltiplos exames genéticos isolados, além de confirmar que se trata de um único óbito. "O procedimento também busca a restituição do corpo da forma mais completa possível, evitando novas etapas de luto decorrentes de eventuais identificações posteriores de partes", explicaram os peritos.

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A partir dos exames realizados pela área de antropologia forense, foi possível estabelecer que todas as partes pertencem a um único indivíduo. A análise está na etapa final, que busca verificar possível presença de substâncias, como drogas ou medicamentos, no organismo da vítima.

Expectativa da família e detalhes do desaparecimento

A corretora Luciani Aparecida Estivalet não tinha familiares em Florianópolis e havia sido vista na cidade pela última vez em 4 de março, conforme relatou seu irmão, Matheus Estivalet. O desaparecimento foi registrado oficialmente em 9 de março, e no dia 11, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino. A Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Luciani no dia 13 de março.

"Ainda não liberaram o corpo ou as partes para que possamos realizar um enterro, mesmo que seja de caixão fechado. Isso tem nos deixado ainda mais apreensivos", comentou Matheus Estivalet em entrevista. A família estranhou o fato de ela não atender ligações e percebeu uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora, o que acendeu o alerta inicial.

Investigação e suspeitos presos

Durante a investigação, a polícia identificou compras feitas pela internet em nome da vítima, utilizando seu CPF. O delegado Anselmo Cruz afirmou que "tudo indica um crime patrimonial, de latrocínio, que tinha como objetivo ter vantagens. Tentar seguir com a vida da vítima, fazendo compras, aquisições, talvez até transferências de outros bens".

Três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no crime cometido contra a gaúcha: a administradora da pousada onde Luciani morava, um vizinho de porta da corretora e a namorada deste vizinho. A investigação segue em andamento, com a polícia aprofundando as circunstâncias do homicídio e do esquartejamento.

O caso chocou a comunidade local e levantou questões sobre segurança e violência urbana, enquanto a família aguarda a conclusão da perícia para finalmente realizar a despedida de Luciani Aparecida Estivalet.

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