Jogador de futebol é um dos procurados por estupro coletivo de adolescente em Copacabana
Um caso de violência sexual chocou o bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, envolvendo um jogador de futebol profissional entre os acusados. Mattheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos, atleta registrado no S.C. Humaitá, é um dos quatro homens denunciados pelo Ministério Público por estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos.
Detalhes do crime e investigações policiais
O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro, quando um menor de idade atraiu a vítima para um apartamento na Rua Viveiros de Castro com a promessa de um encontro amoroso. Durante o ato sexual inicial entre o casal, os outros quatro homens invadiram o quarto e praticaram o estupro, conforme as investigações da 12ª DP (Copacabana).
A adolescente sofreu diversas agressões físicas, apresentando ferimentos na área genital, hematomas nas costas e glúteos, além de sangue no canal vaginal, segundo o exame de corpo de delito realizado pelas autoridades médicas.
Acusados foragidos e situação do clube
Os quatro acusados — Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, João Gabriel Bertho Xavier e Mattheus Veríssimo Zoel Martins — foram indiciados por estupro com concurso de pessoas e tornaram-se réus, com mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Uma operação policial realizada no último sábado não conseguiu localizá-los, e eles permanecem foragidos.
Mattheus Veríssimo Zoel Martins atuava na categoria Sub-20 do S.C. Humaitá e participou da Copa Niterói de Futebol em 2025. O clube ainda não se manifestou publicamente sobre a situação do jogador após a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa.
Contexto legal e envolvimento de menor
Um adolescente de 17 anos também participou do crime, mas responderá perante a Vara da Infância e da Adolescência, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. Os quatro homens adultos enfrentam acusações graves que podem resultar em penas severas caso sejam condenados.
As investigações continuam em andamento, com a polícia mobilizando esforços para capturar os foragidos. O caso tem gerado ampla discussão sobre violência sexual e a responsabilidade de instituições esportivas em acompanhar o comportamento de seus atletas fora dos campos.
