Goiana presa na Alemanha após troca de malas com drogas cobra indenização da Gol
Goiana presa na Alemanha por troca de malas cobra indenização

Empresária goiana exige reparação após 38 dias de prisão injusta na Alemanha

A goiana Kátyna Baía, que enfrentou uma experiência traumática ao ser presa na Alemanha junto com sua companheira Jeanne Paolini em 2023, está agora exigindo uma indenização da Gol Linhas Aéreas. O caso ocorreu após as malas do casal terem sido trocadas por bagagens contendo drogas, resultando em uma detenção de 38 dias sob acusações de tráfico internacional.

Marcas emocionais e financeiras permanecem

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Kátyna descreveu o episódio como o mais devastador de suas vidas. "Saímos do presídio, mas ele não saiu de nós", afirmou a empresária, destacando que as consequências emocionais, psicológicas, sociais e financeiras persistem até hoje. Ela ressaltou que a Gol permitiu que um ato dessa magnitude ocorresse dentro de sua estrutura e deve responder pelos danos causados, independentemente de dolo ou culpa.

A Gol, quando questionada pelo g1, optou por não comentar o caso. No entanto, Kátyna revelou que a Polícia Federal comprovou que uma funcionária da companhia aérea recebeu malas com drogas que foram etiquetadas com os nomes dela e de Jeanne. "Essa funcionária da Gol foi julgada e condenada, mas, ainda assim, a empresa tenta se eximir da responsabilidade", destacou a goiana.

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Risco de prisão prolongada e retorno ao Brasil

Kátyna enfatizou que ela e Jeanne só conseguiram retornar ao Brasil graças à fé, à investigação da Polícia Federal e ao trabalho de seus advogados. Elas poderiam ter ficado até 20 anos presas injustamente, um risco que sublinha a gravidade do ocorrido. A empresária e personal trainer argumenta que a indenização é o mínimo diante de uma violação tão extrema, alertando que esse tipo de crime ainda acontece nos aeroportos brasileiros e pode atingir qualquer passageiro.

Detalhes do caso que chocou o país

Em 2023, o casal de goianas embarcou no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, com planos de passar 20 dias na Europa. No entanto, durante uma escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, suas malas foram trocadas por bagagens contendo 20kg de entorpecentes cada. Ao desembarcar em Frankfurt, na Alemanha, foram presas em 5 de março daquele ano.

A investigação da Polícia Federal revelou que funcionários terceirizados em Guarulhos trocavam etiquetas de malas para enviar drogas ao exterior. Na época, seis pessoas foram presas, incluindo a funcionária da Gol envolvida. A superintendente da PF em Goiás, Marcela Rodrigues, explicou que as goianas embarcaram com malas de menos de 20kg, mas foram identificadas na Alemanha com 20kg de drogas em cada bagagem, o que levou à prisão injusta.

Nas redes sociais, o casal agradeceu o apoio recebido e a mobilização para manter o caso vivo na memória pública. A luta por justiça e reparação continua, com Kátyna e Jeanne buscando não apenas compensação financeira, mas também conscientização sobre falhas na segurança aeroportuária que podem colocar passageiros inocentes em risco.

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