Filho de major da Polícia Militar é assassinado após confusão de identidade em festa em Imperatriz
A Justiça do Maranhão emitiu, nesta quinta-feira (5), uma sentença condenatória de 24 anos e seis meses de prisão para Weder Pitter da Silva Oliveira. O réu foi considerado culpado pelo assassinato de Roger Amorim de Sousa, filho de um major da Polícia Militar do Maranhão. O crime, que chocou a cidade de Imperatriz, ocorreu devido a uma trágica confusão de identidade, onde a vítima foi morta após ser erroneamente identificada como outra pessoa com quem o acusado havia tido uma desavença anterior.
Detalhes do crime ocorrido em agosto de 2019
O homicídio aconteceu no dia 25 de agosto de 2019, no bairro Parque do Buriti, em Imperatriz, localizada a 629 quilômetros da capital São Luís. A decisão judicial foi proferida pelo juiz Bruno Nayro de Andrade, que analisou minuciosamente as evidências apresentadas durante o processo. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, os eventos que levaram ao crime começaram em um bar da cidade, onde Weder Pitter estava acompanhado de uma mulher e teve um desentendimento verbal com dois homens.
As investigações revelaram que, após a discussão, os envolvidos saíram do estabelecimento, mas não houve agressão física naquele momento. No entanto, segundo os depoimentos colhidos, Weder teria feito uma ligação telefônica e ameaçado os homens com quem havia se desentendido. Pouco tempo depois, um amigo do réu, identificado como Elias Ferreira, chegou ao local portando uma arma de fogo e a entregou a Weder Pitter.
Sequência trágica e fuga do acusado
Conforme detalhado no inquérito policial, Weder pegou a motocicleta de sua companheira e partiu em busca dos homens envolvidos na discussão, que já haviam deixado a área. Nesse ínterim, Roger Amorim de Sousa passava pela região em outra direção, acompanhado de um amigo, quando foi abordado pelo réu. Weder acreditou, erroneamente, que Roger fosse um dos indivíduos com quem havia brigado anteriormente.
A vítima negou veementemente qualquer relação com o desentendimento, mas foi obrigada pelo acusado a deitar no chão. Em seguida, Roger foi alvejado com múltiplos disparos, sendo socorrido e levado a um hospital de Imperatriz, onde não resistiu aos ferimentos e faleceu. Após cometer o crime, Weder Pitter fugiu do local e foi posteriormente preso na cidade de Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás, onde tentava se esconder das autoridades.
Condenação e regime de cumprimento da pena
A sentença judicial determinou que Weder Pitter cumpra a pena inicialmente em regime fechado, refletindo a gravidade do delito. A condenação serve como um marco na busca por justiça para a família da vítima, especialmente considerando que Roger Amorim de Sousa era filho de um major da Polícia Militar, adicionando uma camada de complexidade ao caso. Este episódio destaca os perigos da violência urbana e as consequências devastadoras de conflitos mal resolvidos, que podem levar a tragédias irreparáveis como esta.



