Empresário responde a terceiro processo por estupro de vulnerável em Pernambuco
Empresário responde a 3º processo por estupro de vulnerável em PE

Empresário pernambucano enfrenta terceiro processo por estupro de vulnerável na Justiça

O empresário Rodrigo Dib Carvalheira deu início ao julgamento do seu terceiro processo por estupro de vulnerável, em um caso que tem chamado a atenção do sistema judiciário de Pernambuco. Segundo a acusação, a mulher alega ter sido vítima do réu em duas ocasiões distintas: uma em Fernando de Noronha e outra no Recife, entre os anos de 2018 e 2019.

Primeira audiência ocorre de forma híbrida no Fórum Joana Bezerra

A primeira audiência de instrução do caso foi realizada nesta sexta-feira, dia 6, na 17ª Vara Criminal do Fórum Joana Bezerra, localizado na área central do Recife. A sessão adotou um formato híbrido, com a vítima presente fisicamente no tribunal, enquanto o empresário e seus advogados de defesa participaram de maneira virtual.

O processo tem duração estimada de cerca de três horas, durante as quais a juíza responsável ouviu o depoimento detalhado da vítima e de duas testemunhas arroladas pelo Ministério Público de Pernambuco.

Advogado da vítima destusa coragem e busca por justiça

Em entrevista à TV Globo, o advogado da mulher, Daniel Lima, afirmou que ela realizou um relato minucioso dos fatos. "Ela disse que está aqui para fazer justiça, inclusive pelas outras mulheres e pela sociedade", contou o profissional.

Segundo Lima, a vítima optou por depor mesmo com a participação do acusado na audiência, demonstrando grande determinação. "É muito difícil para ela enfrentar isso. Ela tem sofrido bastante, mas acha que isso é um dever dela. Inclusive, ela poderia pedir para que ele não participasse, que ele não estivesse presente na hora do depoimento dela. E ela depôs na frente dele", explicou.

Contexto do caso e outras denúncias envolvendo o empresário

Além deste processo, outras duas mulheres já denunciaram Rodrigo Carvalheira por crimes semelhantes. De acordo com as vítimas, que eram amigas do acusado, elas receberam comprimidos e acordaram no dia seguinte com sinais claros de abuso sexual.

Um desses casos tramita na Vara da Infância, pois, na época dos fatos, a vítima era menor de idade. Em novembro do ano passado, o empresário foi condenado a 12 anos de prisão em um dos processos, mas recorreu da decisão em segunda instância e solicitou à Justiça a retirada da tornozeleira eletrônica, mantendo-se em liberdade durante o trâmite.

Defesa do réu avalia audiência como positiva e espera absolvição

Por outro lado, o advogado de Rodrigo Carvalheira, Yuri Herculano, afirmou que a audiência foi positiva para a defesa. "Foram ouvidas a suposta vítima e outras duas testemunhas. Entendemos que foi uma audiência bastante proveitosa, em termos de prova, onde foram evidenciadas algumas contradições", declarou.

Herculano ainda destacou que uma nova audiência foi marcada para ouvir as demais testemunhas e o interrogatório do réu. "A avaliação que nós fazemos é que foi bastante positiva e temos certeza que a Justiça, ao final, será feita", completou, expressando expectativa de absolvição.

Próximos passos do processo judicial

Após a realização da nova audiência, que incluirá o depoimento das testemunhas restantes e do próprio réu, o processo seguirá para a fase de diligências e alegações finais tanto da acusação quanto da defesa. Somente após essa etapa é que será proferida a sentença definitiva.

Perfil e cronologia do caso de Rodrigo Carvalheira

Rodrigo Carvalheira, empresário de 35 anos, pertence a uma tradicional família pernambucana com atuação em diversos setores, incluindo gastronomia, produção de eventos e imóveis. Ele já ocupou cargos públicos, como secretário de Turismo de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, e foi presidente do diretório estadual do antigo Partido Trabalhista Brasileiro.

O empresário foi alvo de cinco denúncias feitas por mulheres que integravam seu círculo de amizade. Um caso prescreveu e outro ainda aguarda andamento ou denúncia formal. Sua trajetória judicial inclui:

  • Prisão preventiva em 11 de abril de 2024, com sete dias de detenção no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna
  • Libertação com uso de tornozeleira eletrônica em 17 de abril de 2024
  • Nova prisão em 6 de junho, a pedido do Ministério Público de Pernambuco, devido a um telefonema para o tio de uma suposta vítima
  • Nova soltura em 26 de novembro de 2024, após cinco meses detido

O caso continua a ser acompanhado de perto pela Justiça pernambucana, com expectativa de novas audiências e decisões nos próximos meses.