Empresária é sequestrada e obrigada a transferir R$ 26 mil via Pix em Caldas Novas
Empresária sequestrada e obrigada a transferir R$ 26 mil via Pix

Empresária sofre sequestro e é obrigada a transferir R$ 26 mil via Pix em Caldas Novas

Uma empresária de 62 anos foi vítima de um sequestro dramático na manhã desta sexta-feira (23) em Caldas Novas, Goiás. Fátima Pires foi abordada por criminosos quando chegava ao centro esportivo do qual é proprietária, sendo arrastada para dentro de um veículo e submetida a ameaças graves.

Detalhes do crime e ação dos criminosos

Por volta das 8 horas, câmeras de segurança registraram um carro branco parado no estabelecimento, com dois suspeitos arrastando a vítima e colocando-a no veículo, que era conduzido por uma terceira pessoa. Segundo o tenente-coronel Marcelo Dias Mendonça, da Polícia Militar, os sequestradores acompanharam o trajeto de Fátima, que tentou resistir ao máximo ao ser levada.

A empresária havia ido a uma padaria antes do incidente, momento em que foi seguida pela quadrilha. Durante o sequestro, enquanto o carro trafegava por vários bairros da cidade, Fátima foi forçada a realizar transferências via Pix no valor total de R$ 26 mil, sob forte ameaça de ser morta e ter os dedos cortados, conforme relatou à polícia.

Resgate da vítima e investigações policiais

Com a impossibilidade de transferir mais dinheiro, os suspeitos abandonaram a mulher em uma rua de um bairro afastado. Ela foi resgatada pela polícia com algumas escoriações no pescoço, que teriam sido feitas com uma faca. Fátima também afirmou ter sido ameaçada com uma arma de fogo, cuja autenticidade está sendo apurada pelos investigadores para verificar se era real ou um simulacro.

A Polícia Civil informou que cinco suspeitos já foram detidos em conexão com o crime. Três deles – dois adultos e um adolescente – são acusados de realizar o rapto da vítima, enquanto os outros dois investigados são o dono da conta bancária utilizada e sua companheira, que teria ajudado na pulverização do montante.

Desfecho do caso e medidas tomadas

A investigação continua para determinar se há outros envolvidos no crime. O valor transferido pela empresária foi bloqueado e restituído a ela, segundo as autoridades policiais. Os investigados não tiveram suas identidades divulgadas, o que impediu a localização de suas defesas para comentários.

Este caso destaca a gravidade dos crimes de sequestro e a utilização de métodos digitais como o Pix para extorsão, reforçando a necessidade de alerta e prevenção em situações similares.