Condenação por feminicídio e ocultação de corpo em Taubaté
Luiz Felipe da Silva Moura, de 32 anos, foi condenado a 43 anos e 6 meses de prisão pelo feminicídio e ocultação do corpo da ex-namorada, Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (10) no Tribunal do Júri de Taubaté e durou aproximadamente seis horas, culminando em uma decisão unânime dos sete jurados.
Detalhes da pena e do processo judicial
A pena foi fixada em 42 anos e seis meses pelo crime de feminicídio e mais 1 ano pela ocultação do cadáver. O juiz Flávio de Oliveira César, que presidiu o julgamento, destacou que o réu agiu com crueldade e frieza, demonstrando total indiferença à vida humana e ausência de arrependimento. A decisão foi baseada na análise minuciosa das provas e depoimentos apresentados durante o júri popular.
Circunstâncias do crime e investigação policial
Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu em junho do ano passado na casa do acusado, após um desentendimento relacionado ao fim do relacionamento, que durou cerca de 11 meses. A vítima, Mariana, havia solicitado uma medida protetiva contra Luiz Felipe devido à perseguição que sofria, pois ele não aceitava o término. Ela foi morta por enforcamento, e o acusado, em seguida, enterrou o corpo em uma área de mata na zona rural de Taubaté, no Distrito Industrial do Una.
Para dificultar as investigações, Luiz Felipe jogou o celular e uma bota da vítima em um rio próximo. Imagens de câmeras de segurança foram cruciais para identificar o carro do acusado circulando na região, e a polícia encontrou os pertences de Mariana durante as buscas. Inicialmente, ele confessou o crime, mas depois mudou sua versão, alegando que apenas ocultou o corpo após encontrá-la morta.
Versões conflitantes e recurso da defesa
Durante o julgamento, Luiz Felipe negou ter cometido o feminicídio, mas admitiu ter escondido o corpo, argumentando que agiu por medo de ser injustamente acusado. A defesa, que não concedeu entrevistas após a sentença, informou por telefone que vai recorrer da decisão, mantendo a tese de que o cliente não é o autor do homicídio.
Contexto do caso e prisão preventiva
Mariana foi dada como desaparecida pela família em 9 de junho de 2025, após sair com o ex-companheiro no dia anterior. Seu corpo foi encontrado enterrado na propriedade do acusado, e Luiz Felipe foi preso em flagrante, com a detenção convertida em prisão preventiva após audiência de custódia em 11 de junho. O Ministério Público enfatizou na denúncia que o crime foi motivado pela rejeição ao fim do relacionamento, caracterizando-o como um ato de violência de gênero.
Este caso reforça a importância das medidas protetivas e da atuação eficaz da Justiça no combate à violência contra a mulher, servindo como um alerta para a sociedade sobre os riscos de relacionamentos abusivos.



