Clínica de Reabilitação é Interditada no RS Após Denúncias de Tortura e Morte de Paciente
Clínica interditada no RS por tortura e morte de paciente

Clínica de Reabilitação é Interditada no RS Após Denúncias de Tortura e Morte de Paciente

Uma clínica de reabilitação investigada por tortura contra pacientes foi interditada em Estação, no Norte do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (13). A ação policial resultou na prisão preventiva de três indivíduos: a proprietária da Clínica Reviver, seu companheiro, que atuava como monitor, e um outro monitor, apontado como responsável pela morte de um interno.

Investigação Revela Práticas Brutais

A investigação teve início após a morte de um paciente no dia 29 de janeiro, cujo nome não foi divulgado. Segundo a Polícia Civil, o inquérito apontou que métodos aplicados dentro da instituição envolviam práticas de tortura. A vítima teria sido submetida a agressões repetidas que resultaram em seu óbito.

Conforme relatos policiais, os pacientes eram agredidos com pedaços de pau e tiros de espingarda de chumbinho, em um ambiente considerado degradante. Dois internos conseguiram fugir e fizeram a denúncia às autoridades, desencadeando a operação.

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Condições Precárias e Apreensões

No total, havia 31 pessoas na clínica no momento da interdição. Todos foram encaminhados ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Getúlio Vargas e serão posteriormente reunidos com suas famílias. A prefeitura de Estação prestou suporte para acolher os internos.

Durante a operação, foram apreendidos medicamentos de uso restrito hospitalar na instituição, que não possuía licença para manuseá-los. A falta de autorização adequada agrava as irregularidades encontradas no local.

Prisões e Continuidade das Investigações

As três pessoas presas preventivamente enfrentam acusações relacionadas aos crimes de tortura e homicídio. A polícia não conseguiu contato com a instituição até o fechamento desta reportagem, mas a investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias da morte do paciente.

Este caso chama a atenção para a necessidade de maior fiscalização em estabelecimentos de reabilitação, garantindo a segurança e os direitos dos pacientes. As autoridades reforçam o compromisso de apurar todos os detalhes e responsabilizar os culpados.

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