Um homem de 57 anos, foragido da justiça pelos crimes de homicídio e roubo, foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (13) enquanto caminhava completamente nu pelas ruas do Centro de Santa Fé de Minas. O indivíduo, que havia sido beneficiado com a saída temporária do regime prisional, não retornou à unidade onde cumpria pena, tornando-se um fugitivo da lei.
Chamados à polícia e estado alterado
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), várias ligações de moradores alertaram sobre a presença de um homem andando sem qualquer vestimenta pela cidade. Ao chegar ao local, os militares encontraram o foragido em um estado mental claramente alterado.
O homem apresentava falas totalmente desconexas e gesticulava de forma repetitiva, como se estivesse tentando pegar objetos invisíveis no ar. Os policiais avaliaram que ele poderia estar enfrentando um surto psicótico ou sob efeito de substâncias psicoativas, o que explicaria o comportamento incomum e a nudez em via pública.
Mandado de prisão e pena a cumprir
A prisão do foragido já era esperada pelo sistema de justiça. Um juiz da comarca de Unaí havia expedido um mandado de prisão em aberto contra ele no dia 9 de janeiro deste ano, após a constatação de que não retornou ao cárcere.
A pena total que ele ainda precisa cumprir é de cinco anos e quatro meses de reclusão, referente aos crimes anteriores pelos quais já havia sido condenado. A saída temporária, um benefício previsto na legislação, foi concedida, mas seu não retorno configurou nova infração e evasão.
Atendimento médico e encaminhamento
Preocupados com seu estado de saúde, os policiais que efetuaram a prisão priorizaram o atendimento médico. Imediatamente após a detenção, o homem de 57 anos foi encaminhado a um hospital da região para avaliação e cuidados necessários.
Após a passagem pelo hospital, o foragido foi conduzido para a delegacia da Polícia Civil na cidade de São Francisco, onde os procedimentos legais foram formalizados. Ele responderá não apenas pelo cumprimento da pena original, mas também pelo descumprimento das regras do benefício que usufruía.
O caso, considerado inusitado pela polícia, mistura uma falha no sistema de monitoramento de presos em saída temporária com uma evidente crise de saúde mental, levantando discussões sobre o acompanhamento dado a indivíduos em situações similares.