Trump chama jornalista de 'pior repórter' após pergunta sobre caso Epstein
Ghislaine Maxwell, condenada por ser cúmplice do bilionário Jeffrey Epstein, recusou-se nesta segunda-feira (9) a responder às perguntas de uma comissão do Congresso dos Estados Unidos, invocando seu direito legal de não produzir provas contra si mesma, conforme relataram parlamentares envolvidos no processo.
Maxwell se recusa a depor no Congresso
Os advogados de Maxwell informaram à comissão da Câmara dos Representantes que ela estava preparada para depor, mas apenas sob a condição de receber um indulto do então presidente Donald Trump. Essa exigência legal destacou as complexidades políticas e judiciais que cercam o caso, que continua a gerar controvérsia e atenção pública significativa.
Atualmente, Maxwell cumpre uma pena de 20 anos de prisão por seu envolvimento no esquema de exploração sexual e pedofilia comandado por Epstein. Ela foi acusada de aliciar jovens, muitas delas menores de idade, para o círculo de abusos do financista, com quem manteve uma relação próxima desde os anos 1980 até pouco antes de sua morte em 2019.
Reação dos democratas e estratégia de defesa
Em resposta ao silêncio de Maxwell durante o depoimento, o grupo de supervisão da Câmara controlado pelo Partido Democrata emitiu uma nota expressando frustração. "Após meses desafiando nossa intimação, Ghislaine Maxwell finalmente compareceu perante nossa Comissão e não disse nada. Quem ela está protegendo? Vamos acabar com esse acobertamento da Casa Branca", declarou o grupo, sugerindo que o caso possa envolver figuras de alto escalão.
A posição de não cooperar já havia sido antecipada pela defesa de Maxwell no domingo (8), mas parlamentares como o deputado Jo Khanna, democrata da Califórnia, questionaram a consistência dessa estratégia. Em uma carta, Khanna apontou que Maxwell não invocou a Quinta Emenda em encontros anteriores com o vice-procurador-geral Todd Blanche para discutir assuntos similares, levantando dúvidas sobre suas motivações atuais.
Contexto do depoimento e documentos divulgados
O depoimento de Maxwell ocorre em um momento crucial, pouco mais de uma semana após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar milhões de documentos internos relacionados a Epstein. Esses registros têm potencial para revelar novos detalhes sobre a extensão da rede de exploração e as conexões políticas e sociais envolvidas.
O advogado de Maxwell não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre a estratégia de defesa adotada, deixando em aberto questões sobre como o caso continuará a se desenrolar diante das investigações em andamento e do escrutínio público intensificado.



