Paquistanês é condenado por plano de assassinato contra políticos americanos a mando do Irã
Um cidadão paquistanês foi condenado nesta sexta-feira (6) por planejar o assassinato do ex-presidente Donald Trump, do atual presidente Joe Biden e da ex-governadora Nikki Haley em 2024, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Asif Merchant foi acusado de tentar recrutar indivíduos em território americano para executar um plano que tinha como alvo essas importantes figuras políticas.
Motivação por retaliação a morte de comandante iraniano
De acordo com as autoridades judiciais americanas, o paquistanês buscava uma retaliação direta ao assassinato do comandante militar iraniano Qassem Soleimani, ocorrido em 2020 durante o primeiro mandato de Donald Trump. Merchant foi formalmente condenado por "assassinato por encomenda e tentativa de cometer um ato de terrorismo que transcende as fronteiras nacionais", atuando supostamente sob ordens das autoridades iranianas.
Viagem a Nova Iorque para contratar assassinos
O réu viajou especificamente para a cidade de Nova Iorque com o objetivo de contratar assassinos de aluguel para realizar os crimes planejados. "Este homem desembarcou em solo americano com a intenção de matar o presidente Trump — em vez disso, deparou-se com a força das forças de segurança americanas", declarou a Procuradora-Geral Bondi durante o processo judicial.
Julgamento no Brooklyn e conexões com Guarda Revolucionária
O julgamento ocorreu no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York, iniciando-se poucos dias antes de Trump ordenar um ataque militar ao Irã em conjunto com Israel. Durante o processo, Merchant admitiu ter participado do complô em colaboração com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, mas apresentou a defesa de que agiu contra sua própria vontade, alegando pressões para proteger sua família residente em Teerã.
Planejamento detalhado e frustração por informante
O acusado afirmou que nunca recebeu ordens específicas para matar pessoas determinadas, mas confirmou que seu contato iraniano mencionou três nomes durante conversas mantidas na capital iraniana. Merchant teria planejado que os assassinatos ocorressem após sua saída dos Estados Unidos, mas seu plano foi completamente frustrado quando uma pessoa que ele contatou em abril de 2024 para auxiliar no complô decidiu denunciar suas atividades, tornando-se um informante das autoridades.
Negativa iraniana e prisão do acusado
Com a denúncia do informante, o ataque terrorista foi impedido antes de sua execução. O paquistanês foi preso no mesmo ano e declarou-se inocente perante o tribunal. O governo do Irã, por sua vez, negou formalmente todas as acusações de que teria como alvo Trump ou qualquer outro funcionário americano, desvinculando-se oficialmente do caso.
