Esposa de sertanejo Henrique é solta nos EUA após prisão por fuga e direção irregular
A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, casada com o cantor sertanejo Henrique, da dupla com Juliano, foi solta pela Justiça dos Estados Unidos após passar uma noite presa no Condado de Orange, em Orlando. A prisão ocorreu após ela ser flagrada dirigindo de forma irregular e ignorar ordens de parada da polícia. Ela foi acusada de crime grave de fuga e por conduzir veículo sem a habilitação válida exigida para residentes no estado da Flórida.
Quem é Amanda Vasconcelos?
Amanda Vasconcelos é empresária no setor de vestuário em Palmas (TO) e esposa do sertanejo Henrique, desde 2018, com quem tem dois filhos. Ela é filha do comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, o coronel Márcio Barbosa. Embora resida em uma fazenda em Porto Nacional, a família possui uma casa avaliada em US$ 1,6 milhão em um bairro nobre de Orlando, onde costumam passar férias.
Como foi o flagrante inicial
O incidente ocorreu na região da South International Drive, via considerada a espinha dorsal do entretenimento em Orlando. Amanda dirigia uma picape Ram quando foi vista por policiais ocupando simultaneamente duas faixas de rolamento e utilizando a seta de forma incompatível com a manobra. Ao consultarem a placa no sistema, os agentes identificaram que a proprietária não possuía uma carteira de motorista válida na Flórida.
Desobediência e fuga
Após constatarem a irregularidade, os policiais acionaram luzes e sirenes para realizar a abordagem, mas a motorista não parou. Segundo o relatório policial, o veículo seguiu em velocidade normal, passando por entradas de garagens e locais seguros onde Amanda poderia ter encostado com facilidade. Diante da recusa, a polícia encerrou o acompanhamento na via e utilizou os dados do registro do veículo para localizá-la em sua residência.
Como foi a prisão de Amanda
Os oficiais foram até a casa da empresária, no bairro Doctor Phillips, onde encontraram a picape estacionada na garagem. Ao ser questionada na porta de casa, Amanda confirmou que estava dirigindo, mas alegou inicialmente que não havia parado porque não achou que estivesse sendo abordada. Ela foi então algemada na frente de sua casa e informada de seus direitos constitucionais (Direitos de Miranda) em português, com auxílio de um tradutor.
Quais são as acusações
Amanda responde a duas acusações registradas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange e por uma infração de trânsito. A mais grave é a de fuga e evasão da polícia, classificada como crime grave (felonia) de terceiro grau por ignorar viatura sinalizada. Ela também foi acusada por conduzir veículo sem carteira de motorista válida (contravenção de segundo grau). Além disso, a polícia americana registrou, no relatório policial, a infração de trânsito por mudança irregular de faixa de rolamento.
Entenda o impasse envolvendo CNH Brasileira
No momento da prisão, Amanda apresentou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) brasileira em formato digital, mas o documento não foi aceito. Como possui visto americano válido até 2032 e mantém uma residência fixa no estado, as autoridades norte-americanas a consideram residente para fins legais. Pela legislação da Flórida, quem possui endereço fixo no estado é obrigado a portar uma habilitação emitida localmente.
Versões divergentes em depoimento
De acordo com o registro oficial da ocorrência, a empresária apresentou justificativas contraditórias aos policiais. Em um primeiro momento, disse que não percebeu que a ordem de parada era para ela. Depois, afirmou que não ouviu sinais sonoros ou visuais. Depois, voltou atrás e declarou que percebeu a sirene, mas acreditou que o alvo da abordagem era outro veículo, alegando inclusive ter tentado abrir caminho.
Prisão na Divisão 10
Após os procedimentos de identificação e voz de prisão, a brasileira foi levada para o Booking and Release Center (BRC), sendo encaminhada para a unidade penal conhecida como Divisão 10. Ela passou a noite na prisão aguardando a audiência de custódia, que ocorreu no dia seguinte. Durante o processo, dois advogados de um escritório local foram constituídos para realizar a sua defesa perante o Tribunal do Condado de Orange.
Fiança e regime de soltura
Na terça-feira (3), o juiz Vincent Falcone determinou a soltura de Amanda sob a medida ROR (Release on Recognizance), ou Liberação sob Termo de Compromisso. Foi estipulada uma fiança de US$ 500 pela acusação de fuga. Além disso, ela havia sido multada em mais US$ 500 por não portar a licença local obrigatória. Amanda assinou um termo se comprometendo a informar qualquer mudança de endereço à Justiça sob risco de um novo mandado de prisão.
Condições para liberdade
Para responder ao processo fora da unidade prisional, a empresária deve cumprir regras específicas chamadas de Condições Especiais de Qualquer Liberação. Entre elas, Amanda deverá informar qualquer mudança de endereço e comparecer ao tribunal quando solicitada. A situação reforça a importância de conhecer e respeitar as leis de trânsito locais ao viajar ou residir no exterior, especialmente para brasileiros com propriedades em outros países.