Brasileira desaparecida há três anos é encontrada morta na fronteira entre EUA e Canadá
Brasileira desaparecida é encontrada morta na fronteira EUA-Canadá

Brasileira desaparecida há três anos é encontrada morta na fronteira entre EUA e Canadá

O corpo da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, encerrando um caso de desaparecimento que mobilizava autoridades internacionais desde dezembro de 2023. Natural de Goiás, a mulher estava desaparecida há mais de dois anos e chegou a ser incluída na chamada Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional usado para localizar pessoas desaparecidas.

Identificação e localização do corpo

A identidade foi confirmada no fim de fevereiro de 2026 pelas autoridades canadenses, após análises forenses detalhadas. Segundo a polícia local, o corpo foi localizado por caçadores em uma região de mata próxima à cidade de Coaticook, área situada perto da fronteira canadense com os estados americanos de Vermont e New Hampshire.

De acordo com os investigadores, não havia sinais aparentes de violência no local. A principal hipótese considerada pelas autoridades é que a morte tenha ocorrido em decorrência de hipotermia, após exposição prolongada ao frio intenso característico da região durante o inverno.

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Cronologia do caso

As autoridades canadenses informaram que o corpo havia sido encontrado ainda em abril de 2024, mas a identificação oficial só foi concluída meses depois, após exames laboratoriais e cruzamento de dados internacionais. Formada em Química pela Universidade Federal de Goiás, Letícia também possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, demonstrando uma trajetória acadêmica destacada.

A família agora tenta viabilizar o traslado do corpo ao Brasil, procedimento que depende de trâmites consulares conduzidos pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil e que pode levar semanas para ser concluído.

Viagem e desaparecimento

O desaparecimento de Letícia começou a ser investigado no fim de 2023, depois que familiares perderam contato com a brasileira. O caso foi registrado no Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia, unidade policial especializada nesse tipo de ocorrência.

Durante as buscas, investigadores reuniram informações que indicam que Letícia havia iniciado uma viagem missionária pela América do Sul. Segundo os registros analisados pelas autoridades, ela passou por países como Argentina e Bolívia antes de seguir para os Estados Unidos, onde teria chegado inicialmente ao estado do Mississippi em 2023.

Dificuldades nas investigações

Em meio às buscas, surgiram indícios de que ela poderia estar em Boston, no estado de Massachusetts, possivelmente em um abrigo localizado na Harrison Avenue. O Consulado-Geral do Brasil em Boston chegou a ser acionado, mas não conseguiu confirmar a presença da brasileira no local.

As investigações também enfrentaram dificuldades significativas por causa de inconsistências em registros oficiais:

  • Em consultas a bancos de dados americanos, investigadores identificaram um episódio de detenção associado ao nome "Leticia Alpes Oliveira", com a mesma data de nascimento da brasileira
  • Outro registro indica que Letícia tentou entrar no Canadá em janeiro de 2024 pela região de Buffalo, no estado de Nova York, mas foi impedida pelas autoridades migratórias
  • Após a abordagem na fronteira, ela permaneceu por cerca de três meses sob custódia nos Estados Unidos
  • Foi liberada em abril de 2024 com a obrigação de comparecer posteriormente a uma audiência de imigração marcada para 2026 em Boston

Complicações no rastreamento

Durante a apuração, investigadores também identificaram que Letícia teria utilizado diferentes grafias de seu nome em registros oficiais e, em uma ocasião, chegou a se identificar com outro nome completamente diferente. Essa prática acabou dificultando substancialmente o rastreamento de sua movimentação entre países.

Sem novos contatos com a família desde 2023, as buscas passaram a envolver cooperação internacional entre polícias brasileiras, americanas e canadenses, permanecendo em andamento até a recente confirmação da localização do corpo no território canadense.

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As circunstâncias exatas da morte ainda são investigadas pelas autoridades canadenses, que continuam analisando evidências e depoimentos para reconstituir os últimos momentos da brasileira antes de seu falecimento na região fronteiriça.