Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. Os alvos desta etapa foram o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, seus familiares e parceiros de negócios.
Bloqueios, apreensões e uma prisão
Sob determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens dos investigados. Durante as buscas, os agentes também apreenderam R$ 97 mil em espécie, além de carros e artigos de luxo.
Um dos alvos, Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, foi preso em flagrante no Aeroporto Internacional de São Paulo, quando tentava embarcar em um voo com destino a Dubai. A operação também teve como alvos os empresários Nelson Tanure e João Carlos Mansur.
Atrito entre o STF e a Polícia Federal
A execução dos mandados gerou um conflito institucional entre o ministro Dias Toffoli e a Polícia Federal. Toffoli reclamou publicamente da demora da PF em cumprir as ordens judiciais e, inicialmente, determinou que todas as provas apreendidas fossem lacradas e guardadas no próprio Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Federal se manifestou contra a decisão, argumentando que ela travariam a análise dos dados e prejudicariam o andamento das investigações. Diante do impasse, o ministro reviu sua determinação e ordenou que o material apreendido ficasse sob custódia da Procuradoria-Geral da República.
As suspeitas e o pânico em Brasília
Em entrevista ao podcast O Assunto, apresentado por Natuza Nery, a jornalista e colunista do g1 Ana Flor detalhou as suspeitas que recaem sobre os investigados nesta nova fase. Ela também relembrou os capítulos anteriores do caso Banco Master e as estratégias utilizadas por Daniel Vorcaro para tentar se blindar legalmente.
Ana Flor comentou ainda que a apreensão do celular de Vorcaro causou um certo pânico nos bastidores do poder em Brasília, levantando questões sobre o conteúdo das comunicações que poderiam estar armazenadas no aparelho.
A Operação Compliance Zero segue em andamento, com a PF e o Ministério Público aprofundando as investigações sobre as movimentações financeiras irregulares suspeitas no Banco Master. O caso, que começou no Banco Central, agora está sob os holofotes do Supremo Tribunal Federal, evidenciando a complexidade e o alto valor envolvido nas supostas fraudes.