Uma operação da Polícia Federal marcou o dia 14 de janeiro de 2026, com a execução de 42 mandados de busca e apreensão direcionados ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação representa um passo crucial na investigação de uma das maiores crises financeiras recentes no país.
Desdobramentos Institucionais e Respaldo ao BC
Nos bastidores, a movimentação foi vista como um alívio para a depuração institucional necessária. Um ponto-chave foi o recuo do Tribunal de Contas da União, que reconheceu a prerrogativa do Banco Central em conduzir o processo de liquidação do banco.
Outro sinal importante veio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Em declaração pública, ele não apenas deu um respaldo institucional explícito ao trabalho da autoridade monetária, como também classificou o caso Master de forma contundente. Para Haddad, este pode ser considerado a maior fraude bancária da história do Brasil.
Separação de Esferas e Expectativas do Mercado
Segundo análise do advogado Bruno Perri, a operação policial ajuda a separar a esfera criminal da financeira. Essa distinção é vital, pois abre espaço para que o processo de liquidação do Banco Master avance de forma técnica, sem interferências externas indevidas.
O mercado financeiro agora observa com expectativa. A visão geral é de que o caminho a seguir deve ser claro e sem novos ruídos, focando em três pilares principais:
- A conclusão do processo de liquidação do banco.
- O pagamento das indenizações aos credores afetados.
- A responsabilização criminal por todos os ilícitos identificados.
O objetivo final é garantir que todo o processo ocorra sem riscos de uma contaminação sistêmica no sistema financeiro nacional.
Pressão por Agilidade nas Indenizações
Apesar do avanço nas investigações, uma questão continua a pressionar o setor: a demora nos pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A lentidão nas indenizações aos correntistas mantém o caso no radar das autoridades e do público, que cobra respostas rápidas e eficientes para minimizar os prejuízos da população.
A operação desta quarta-feira, portanto, não é um ponto final, mas um marco significativo. Ela reforça a necessidade de transparência e rigor na apuração de um caso complexo, que envolve suspeitas relevantes e muita opacidade. Os próximos passos, tanto na Justiça quanto na esfera administrativa do Banco Central, serão decisivos para restaurar a confiança e encerrar este capítulo turbulento.