A Polícia Federal realizou uma ação significativa no estado de São Paulo na última terça-feira, dia 6 de janeiro de 2026. Os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão contra um adolescente, suspeito de estar envolvido em graves crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados por meio da internet.
Detalhes da Operação Mujaki
A apreensão faz parte da Operação Mujaki, uma iniciativa da PF que tem como objetivo central combater uma rede criminosa dedicada a crimes sexuais contra menores na web. O foco da operação está em crimes de posse, compartilhamento e venda de material relacionado à exploração e ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Durante a diligência na residência do suspeito, os policiais federais conseguiram apreender dispositivos eletrônicos em seu poder. Entre os itens recolhidos está um celular, que agora se torna peça-chave para as investigações. Todos os equipamentos apreendidos foram encaminhados para perícia e servirão como prova no processo legal.
Andamento do Caso e Encaminhamentos
Em razão da menoridade do suspeito, o caso segue um rito processual específico. A Polícia Federal informou que tanto o inquérito policial em andamento quanto todo o material apreendido serão remetidos à Justiça Estadual para a continuidade das apurações e a aplicação das medidas legais cabíveis.
Essa transferência é um procedimento padrão em investigações que envolvem adolescentes em conflito com a lei, assegurando que o caso seja tratado dentro das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Combate à Exploração Sexual Online
A Operação Mujaki reforça o compromisso contínuo das forças de segurança no combate a um dos crimes mais hediondos da atualidade: a violência sexual contra menores no ambiente digital. A ação demonstra a capacidade de investigação da PF em rastrear e coibir essas práticas, que muitas vezes se utilizam da aparente anonimidade da internet para se proliferar.
O combate a esses crimes exige vigilância constante e a cooperação internacional, visto que o material ilícito frequentemente cruza fronteiras virtuais em questão de segundos. A apreensão de dispositivos é um passo fundamental para identificar outras vítimas, desbaratar redes de compartilhamento e levar mais envolvidos à Justiça.