A Polícia Ambiental aplicou uma multa de R$ 15 mil a um criador de aves silvestres por maus-tratos aos animais durante uma operação realizada na segunda-feira, 5 de fevereiro, em Penápolis, no interior de São Paulo. A ação foi deflagrada após a descoberta de pássaros mantidos em condições insalubres.
Condições precárias levam à morte de ave
Durante a vistoria, os policiais ambientais encontraram várias aves confinadas em gaiolas em estado de insalubridade. As condições eram tão ruins que uma das aves apreendidas, um trinca-ferro-verdadeiro, não resistiu e acabou morrendo. A situação evidenciou a negligência do criador com o bem-estar dos animais sob sua guarda.
Multas e apreensões realizadas
Além da penalidade por maus-tratos, o responsável também foi autuado por manter ave silvestre em cativeiro sem a licença ambiental regular. A operação resultou na apreensão de:
- Três pássaros da espécie trinca-ferro-verdadeiro;
- Um pássaro preto;
- Quatro gaiolas utilizadas no confinamento irregular.
Os animais apreendidos foram encaminhados para avaliação e cuidados especializados.
Combate aos crimes ambientais
Este caso reforça a atuação da Polícia Ambiental no combate a crimes contra a fauna silvestre. Manter animais silvestres sem autorização e, principalmente, submetê-los a situações de sofrimento, configura infrações graves sujeitas a penalidades administrativas e criminais. A multa aplicada serve como medida punitiva e também como alerta para outros criadores irregulares.
A população pode e deve denunciar casos de maus-tratos ou criação ilegal de animais silvestres aos órgãos ambientais competentes, contribuindo para a preservação da fauna brasileira.