Premiê libanês acusa Israel de crime de guerra após ataque matar jornalista
Líbano acusa Israel de crime de guerra por morte de jornalista

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de cometer crimes de guerra nesta quinta-feira, 23, após um ataque aéreo israelense matar uma jornalista e deixar outra gravemente ferida no sul do país. A declaração foi feita pelo premiê em sua conta no X, antigo Twitter, onde ele afirmou que alvejar jornalistas e dificultar o acesso de equipes de resgate, seguido de novos ataques contra essas equipes, constitui crimes de guerra. Salam destacou que tais ações deixaram de ser incidentes isolados e se tornaram um método estabelecido, que o Líbano condena veementemente.

Detalhes do ataque

Amal Khalil, de 42 anos, repórter do jornal Al-Akhbar, foi morta na quarta-feira, 22, quando um ataque aéreo atingiu a casa onde ela estava abrigada com a fotojornalista Zeinab Faraj, que ficou ferida. O incidente ocorreu na cidade de Tayri, no sul do Líbano. Segundo o jornal Al-Akhbar, Khalil foi perseguida por aviões israelenses, que primeiro alvejaram seu carro e depois a casa onde ela se refugiou. O Exército israelense reconheceu que seus ataques atingiram as duas profissionais, mas negou que jornalistas fossem o alvo.

Justificativa de Israel

Os militares israelenses alegaram que avistaram dois veículos saindo de uma estrutura militar supostamente usada pelo Hezbollah, grupo armado pró-Irã, e que se aproximavam de suas forças de forma ameaçadora. Como resposta, atacaram um dos veículos e um prédio de onde os terroristas haviam fugido. Israel afirma que não tinha intenção de atingir jornalistas, mas sim alvos militares do Hezbollah.

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Reações internacionais e locais

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, também classificou o ataque como crime de guerra, acusando Israel de atacar jornalistas deliberadamente para ocultar a verdade sobre seus crimes contra o Líbano. O ministro da Informação libanês, Paul Morcos, chamou o ataque de crime hediondo e violação flagrante do direito internacional humanitário, prometendo que o Líbano não ficará em silêncio. O Comitê Libanês para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) alertou que a obstrução contínua das operações de resgate por Israel pode constituir crime de guerra.

Contexto do conflito

Desde o início de março, cinco jornalistas morreram no Líbano em bombardeios israelenses. Os ataques ocorrem durante um cessar-fogo frágil entre Israel e o Líbano, que foi arrastado para a guerra no Oriente Médio após o Hezbollah lançar foguetes contra Israel em apoio ao Irã. Em resposta, Israel realizou ataques em larga escala em todo o território libanês e invadiu o sul do país. Mais de 2.400 pessoas foram mortas no Líbano desde o início da ofensiva israelense, que inclui a ocupação de uma faixa de fronteira onde tropas israelenses permanecem.

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