Parque da Maternidade em Rio Branco inicia revitalização após anos de abandono
Parque da Maternidade em Rio Branco é revitalizado

Parque da Maternidade em Rio Branco inicia revitalização após anos de abandono

Após anos de desgaste na estrutura e inúmeras queixas de frequentadores e moradores, o Parque da Maternidade, localizado em Rio Branco, começou a passar por obras de revitalização. A ordem de serviço foi assinada na última segunda-feira, dia 13, pela governadora Mailza Assis do PP, marcando o início das intervenções no trecho entre o Terminal Urbano e a rotatória próxima à Federação Espírita.

Investimento e propostas de melhoria

O investimento anunciado para o projeto é de R$ 522.953,30, com recursos provenientes do governo do Estado do Acre. A proposta inclui a recuperação de estruturas degradadas, melhorias significativas na acessibilidade e um reforço na segurança, visando transformar um dos principais espaços de lazer da capital em um local mais seguro e acolhedor.

Inaugurado no dia 28 de setembro de 2002, durante a gestão do então governador Jorge Viana do PT, o parque possui mais de 300 metros quadrados de extensão às margens do Igarapé da Maternidade, que corta a parte central da cidade. Ao longo dos últimos anos, os frequentadores enfrentaram cenários de deterioração, como brinquedos quebrados, bancos danificados, ciclovias com buracos, áreas sem iluminação adequada e estruturas metálicas enferrujadas.

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Histórico de problemas e impactos na comunidade

Em 2019, a prefeitura de Rio Branco estabeleceu uma parceria com a Energisa para substituir a iluminação antiga do parque por lâmpadas de LED. No entanto, essa iniciativa não durou muito tempo, pois a fiação em muitos pontos foi novamente furtada, agravando os problemas de segurança e manutenção.

Um dos pontos mais emblemáticos, o espelho d’água na entrada, perdeu características que antes atraíam visitantes, como chafarizes e iluminação especial. Raíldo Moraes, aposentado e morador da região há mais de quatro décadas, relembra com saudosismo o período logo após a inauguração. “Era tudo muito bonito, bem cuidado. A gente vinha pra relaxar, passear. Hoje não é mais assim, falta manutenção e segurança para quem frequenta”, afirmou.

Percepção de insegurança e impactos econômicos

A sensação de insegurança alterou profundamente a rotina dos moradores locais. Angela Maria, servidora pública, relata que evita circular sozinha pelo parque após ter sido vítima de assaltos. “Hoje eu só venho acompanhada do meu marido. Sozinha eu não me sinto segura. À noite, nem pensar”, disse ela.

Além da redução no fluxo de pessoas, o abandono impactou negativamente o comércio dentro do parque. Quiosques foram desativados antes mesmo das medidas restritivas impostas pela Covid-19 ou demolidos, e espaços de lazer ficaram inutilizáveis. Em alguns pontos, há relatos de acúmulo de água parada em estruturas danificadas, o que representa riscos à saúde pública.

Expectativas e medidas de segurança

A expectativa dos frequentadores é que a revitalização recupere o espaço e aumente o número de visitantes. “Isso aqui é um lugar maravilhoso, mas precisa de um olhar melhor e de uma estrutura melhor”, completou Raíldo Moraes.

Durante o anúncio das obras, o governo informou que a Polícia Civil do Acre (PC-AC) integrará as ações de segurança no parque. A atuação será focada em investigação e inteligência, em apoio ao policiamento ostensivo. Segundo o delegado-geral Pedro Paulo Buzolin, a proposta é coibir crimes e aumentar a sensação de segurança. “Nosso objetivo é garantir que a população possa usufruir do espaço com tranquilidade”, afirmou.

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