UFU cria primeiro centro de educação climática de MG em Monte Carmelo
UFU cria primeiro centro de educação climática de MG

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está prestes a inaugurar, no campus de Monte Carmelo, o primeiro Centro de Formação em Educação Climática de Minas Gerais. A iniciativa, que conta com investimento de R$ 267 mil do Ministério da Educação (MEC), tem previsão de conclusão até agosto deste ano.

Educação ambiental fora da sala de aula

O projeto, também conhecido como Sala Verde, busca promover a educação ambiental e a conscientização sobre as mudanças climáticas de forma acessível e informal, fora do ambiente tradicional das salas de aula. A proposta é ensinar conceitos de ecologia e clima de maneira simples, atingindo públicos diversos como professores, estudantes do ensino médio e trabalhadores rurais.

Antes mesmo da criação oficial do centro, o projeto já vinha sendo desenvolvido por meio das trilhas educativas do 'Um Pé no Parque'. Desde fevereiro do ano passado, foram realizadas 17 edições de visitas guiadas no Parque da Matinha, com alunos do ensino fundamental e apoio de estudantes de graduação de diferentes áreas científicas.

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Parcerias e objetivos

A iniciativa tem parceria da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Fundação de Apoio Universitário (FAU), que apoiam as pesquisas em unidades de conservação. Segundo Luciano Cavalcante, coordenador do projeto e professor do curso de Engenharia Florestal do Instituto de Ciências Agrárias da UFU (ICIAG), a criação da sala verde é uma forma de levar o conhecimento para além das salas de aula e atingir toda a comunidade.

“Nosso principal foco e ambição hoje é fazer educação climática de maneira informal. Qual é a diferença disso para dar fora de aula? É porque a gente converte tudo aquilo que é muito técnico para uma linguagem mais adaptada, em que a população possa entender. Desde o pequenininho até o mais idoso, até o produtor rural”, comentou Cavalcante.

Combate ao negacionismo climático

O docente ainda esclarece que as escolas antes ensinavam assuntos relacionados ao meio ambiente, como reciclagem e tempo de banho. Nos dias de hoje, o desafio é ensinar sobre como o clima extremo prejudica o nosso dia a dia. Para isso, é preciso levar as pessoas para a floresta, onde o aprendizado acontece de forma mais concreta.

“O nosso papel é fazer a educação climática. Fazendo exatamente o papel de formiguinha, que é combater o negacionismo climático”, concluiu Luciano.

Estrutura do centro

O espaço contará com biblioteca e áreas adaptadas para atividades educativas. As visitas guiadas buscam ensinar sobre a natureza e a importância da preservação ambiental, utilizando contêineres adaptados e trilhas na mata como recursos pedagógicos.

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