ICMBio investiga mortandade de peixes em reserva extrativista no sudoeste do Pará
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou nesta quarta-feira (11) a abertura de uma investigação para apurar a morte de várias espécies de peixes dentro da Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, localizada em Porto de Moz, no sudoeste do estado do Pará. O caso ganhou destaque após a divulgação de um vídeo gravado na última segunda-feira (9) por um pescador local, que registrou dezenas de peixes mortos nas margens do rio Cupari.
Vídeo mostra cena lamentável e mobiliza autoridades
No vídeo, o pescador Silvan Souto Sá expressa sua tristeza diante da cena, afirmando: "É de dar pena ver essa grande quantidade de peixe morto". A gravação rapidamente circulou nas redes sociais, chamando a atenção do ICMBio e da comunidade local. De acordo com o instituto, equipes da coordenação territorial e da diretoria de pesquisa, avaliação e monitoramento da biodiversidade foram mobilizadas para realizar diligências no local, com o objetivo de esclarecer as causas da mortandade.
Espécies afetadas e impacto na comunidade
Entre as espécies encontradas mortas estão aracu, pescada, tucunaré, cuiú, surubim e traíra, que são fundamentais para a subsistência e economia dos moradores da reserva extrativista. Silvan Souto destacou o impacto devastador: "Estamos sendo muito afetados com a mortandade desses peixes. Isso foi uma tragédia pra nós aqui. Foi uma tristeza muito grande, porque vai afetar muito, diminuir muito os peixes daqui". A primeira visita das equipes do ICMBio ao local está prevista para ocorrer ainda nesta semana, embora o instituto não tenha informado a data exata.
Investigação em andamento e próximos passos
O ICMBio enfatizou que a investigação está em fase inicial e que as diligências incluirão coleta de amostras e análises ambientais para determinar se fatores como poluição, mudanças climáticas ou outras intervenções humanas podem ter contribuído para o incidente. A reserva extrativista Verde Para Sempre é uma área protegida que visa conciliar a conservação da biodiversidade com o uso sustentável dos recursos naturais por comunidades tradicionais, tornando o caso particularmente sensível.
Autoridades locais e ambientalistas acompanham de perto o desenrolar das investigações, esperando que medidas sejam tomadas para prevenir futuras ocorrências e mitigar os danos já causados ao ecossistema e à população dependente dos recursos pesqueiros.



