Ecoponto de Iracemápolis segue lotado e com problemas de descarte um ano após denúncia
Ecoponto de Iracemápolis continua lotado um ano após denúncia

O único ecoponto de Iracemápolis (SP) continua enfrentando sérios problemas de superlotação e descarte irregular, mesmo após a troca da empresa responsável pela administração do espaço. Em fevereiro de 2025, a Prefeitura foi multada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) devido às condições inadequadas do local. Um ano e três meses depois, a situação persiste, com montanhas de resíduos acumulados.

Problemas persistentes no ecoponto

Imagens registradas pela EPTV, afiliada da Globo, mostram pilhas de materiais como pneus, colchões e móveis obstruindo a via de acesso, impedindo a passagem de pedestres e o uso adequado do espaço. A rua que leva ao ecoponto foi interditada com cones e cavaletes, mas isso não evitou que mais lixo fosse descartado irregularmente. Em um trecho de cerca de 100 metros, há amontoados de resíduos de diversos tipos, incluindo lixo doméstico.

Moradores que tentam utilizar o ecoponto expressam frustração. O aposentado José Francisco Martins Moreira não conseguiu chegar ao ponto de descarte correto e afirmou: "Eu acho que é uma falta de respeito. Tem que melhorar muito". O ajudante de pedreiro Douglas Alves destacou o risco ambiental: "É triste, na verdade, por causa do rio que tem aqui do lado e está aumentando. Do jeito que está aumentando, daqui a pouco já está tampando a rua".

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Ações da Prefeitura e da Cetesb

A Prefeitura de Iracemápolis informou, em nota, que o ecoponto possui um "passivo ambiental histórico" devido ao descarte irregular realizado pela população ao longo dos anos. A gestão municipal listou as seguintes ações:

  • Contratação de uma empresa especializada em outubro de 2025, que já removeu mais de 8.500 toneladas de resíduos do local;
  • Aplicação de 15 notificações e 5 multas por descarte irregular na cidade nos últimos 12 meses;
  • Presença de fiscais ambientais no local de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, para orientar e controlar o descarte;
  • Busca por recursos e emendas parlamentares para a implantação definitiva e estruturada do ecoponto.

A Prefeitura afirmou que o acesso ao ecoponto foi interditado para permitir maior controle sobre a entrada de materiais. O município também declarou que possui contrato vigente para o transporte e destinação final dos resíduos em aterros licenciados, e que os trabalhos são acompanhados pela Cetesb e pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES-PCJ), que reconhecem os avanços obtidos.

A Cetesb informou que, além da multa aplicada no ano passado, determinou um plano de adequações para o ecoponto. Segundo a companhia, o plano vem sendo cumprido e o prazo para a regularização completa da área é junho deste ano. A Cetesb também afirmou que mantém fiscalização contínua no local para acompanhar a execução das medidas.

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