Operação no Amazonas embarga área equivalente a 49 campos de futebol por desmatamento ilegal
Amazonas: área de 49 campos de futebol embargada por desmatamento

Fiscalização ambiental no Amazonas embarga área desmatada equivalente a 49 campos de futebol

Uma ação de fiscalização ambiental realizada em Apuí, no sul do Amazonas, resultou no embargo de uma extensa área de floresta desmatada, correspondente a aproximadamente 49 campos de futebol. A operação ocorreu na segunda-feira (2) e integra a Operação Tamoiotatá, força-tarefa permanente dedicada ao combate do desmatamento ilegal no estado.

Detalhes da fiscalização e infrações identificadas

Durante a inspeção no ramal do Coruja, os agentes percorreram cerca de 45 quilômetros na região e identificaram o desmatamento de 48,81 hectares de floresta nativa. Além disso, foi constatado o descumprimento de um embargo anterior, com a continuidade de atividades agropecuárias e criação de gado na área, o que configura uma violação grave das normas ambientais.

Como resultado das constatações, foram aplicadas multas que totalizam aproximadamente R$ 465 mil. Os fiscais lavraram dois autos de infração e um termo de embargo, que proíbe qualquer atividade no local até que haja a devida regularização ambiental, conforme exigido pela legislação federal.

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Responsabilização do infrator e prazos legais

O responsável pelo desmatamento, cuja identidade não foi divulgada, foi formalmente autuado e tem o prazo de 20 dias para apresentar defesa ou efetuar o pagamento das multas. A medida visa assegurar que as sanções sejam cumpridas e que o dano ambiental seja mitigado através dos procedimentos legais estabelecidos.

Operação Tamoiotatá: uma força-tarefa integrada

A Operação Tamoiotatá 6 reúne diversos órgãos estaduais e federais, incluindo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Secretaria de Segurança Pública, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

As ações desta operação abrangem:

  • Fiscalização terrestre em áreas com alertas de desmatamento
  • Aplicação de autos de infração e embargos
  • Encaminhamento de casos para investigação criminal

Com bases operacionais estrategicamente localizadas em Humaitá, Apuí e Boca do Acre, a operação está programada para se estender até dezembro de 2026. Este período cobre a estação mais crítica da estiagem, intensificando os esforços para combater o desmatamento e as queimadas no estado do Amazonas.

A persistência de tais crimes ambientais destaca a importância contínua de operações integradas como a Tamoiotatá, que buscam preservar um dos biomas mais vitais do planeta e aplicar a lei com rigor para proteger a floresta amazônica.

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