Sistema Produtor do Alto Tietê registra recuperação significativa em fevereiro
O Sistema Produtor do Alto Tietê (SPAT) finalizou o mês de fevereiro com 45,5% da sua capacidade total, conforme dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Este índice representa uma alta expressiva de 15 pontos percentuais quando comparado ao mês de janeiro, marcando uma recuperação importante para o sistema de abastecimento.
Comparação com o ano anterior e impacto das chuvas
Apesar da melhora observada, o nível atual dos reservatórios ainda se encontra abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando o sistema operava com 49,1% da capacidade. A diferença é de 4,1 pontos percentuais, mas a Sabesp considera o resultado como positivo, uma vez que desde abril de 2024 não se via uma discrepância tão reduzida em relação ao ano anterior.
O aumento nos volumes está diretamente associado às chuvas acima da média climatológica que ocorreram durante o mês de fevereiro. O SPAT recebeu 12,9% mais precipitação do que o esperado, com uma previsão de 176 milímetros superada pelos 199,7 mm efetivamente registrados. Esse incremento foi impulsionado especialmente pelas chuvas intensas entre os dias 25 e 26 de fevereiro, quando o sistema recebeu 22,2 mm em um único dia, ultrapassando a média histórica para o período.
Detalhes dos reservatórios e situação atual
O Sistema Produtor do Alto Tietê é composto por cinco reservatórios estratégicos localizados entre os municípios de Suzano e Salesópolis, sendo responsável pelo abastecimento de mais de 4,5 milhões de pessoas na região da Grande São Paulo. Entre essas represas, destaca-se o reservatório de Biritiba, em Biritiba-Mirim, que foi o único a registrar um volume útil superior a 60% da sua capacidade.
Já a barragem Jundiaí, situada em Mogi das Cruzes, encerrou o mês com 59% do volume disponível. Ambos os reservatórios apresentaram altas significativas em relação ao ano passado, quando Biritiba registrava 35,6% e Jundiaí 56,8%, respectivamente.
As outras três represas que integram o sistema finalizaram a semana com índices inferiores aos observados em 2025, mas ainda assim mantêm médias superiores às registradas nos meses anteriores, indicando uma tendência de gradual recuperação.
A última ocasião em que as cinco represas do SPAT atingiram níveis semelhantes aos atuais foi em 21 de maio de 2025, evidenciando a importância do recente período chuvoso para a estabilização do sistema.



