Outono de 2026 promete ser mais quente e chuvoso no Alto Tietê
O outono de 2026, que se inicia nesta sexta-feira (20) às 11h45 (horário de Brasília) e se estende até 21 de junho, deve apresentar características atípicas para a estação na região do Alto Tietê. Segundo previsões do Climatempo, os meses de março a junho serão marcados por temperaturas mais elevadas e chuvas um pouco acima da média histórica, contrariando a expectativa tradicional de dias mais frescos e secos.
Influência do El Niño Costeiro no início da estação
A meteorologista Josélia Pegorim explica que o outono começará sob a influência do El Niño Costeiro, fenômeno observado desde março, que mantém o ar quente e úmido no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. "O outono será menos frio do que poderia ser. A chuva se prolonga por mais tempo do que se costuma observar e o frio intenso vai demorar para chegar", afirma a especialista.
Com isso, abril deve manter um padrão veranico, com tempo abafado e nuvens carregadas, prolongando as pancadas de chuva na região. O El Niño Costeiro é caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico Equatorial próximo ao litoral do Peru e Equador, o que impacta diretamente o clima brasileiro.
Previsão detalhada das temperaturas e chuvas
Confira a média esperada para o Alto Tietê durante o outono de 2026:
- Março: Mínimas de 18,1°C, máximas de 26,0°C e precipitação de 177,2 mm
- Abril: Mínimas de 16,3°C, máximas de 24,3°C e precipitação de 78,1 mm
- Maio: Mínimas de 13,9°C, máximas de 22,0°C e precipitação de 70,5 mm
- Junho: Mínimas de 12,3°C, máximas de 21,3°C e precipitação de 47,7 mm
As mudanças mais significativas no clima devem aparecer apenas no fim de abril e início de maio, quando um resfriamento moderado trará mínimas entre 12°C e 14°C. A seca se acentuará na segunda quinzena de maio, com a chegada da primeira massa de ar polar significativa, que pode levar temperaturas próximas a 10°C.
Fim do outono com influência do El Niño clássico
O término da estação, em 21 de junho, será influenciado pelo El Niño clássico, fenômeno de aquecimento mais amplo no Pacífico Equatorial. Este atua como bloqueio para massas de ar frio, dificultando a entrada de ar polar no interior do Brasil e mantendo o calor acima da média por períodos prolongados.
Historicamente, junho é o mês mais seco do outono, com frentes frias mais intensas. Porém, em 2026, as chuvas mais frequentes em abril e a atuação do El Niño clássico podem adiar levemente o aumento natural do risco de incêndios na vegetação, comum quando o solo e o ar perdem umidade. Apesar disso, especialistas alertam que esse risco não deve ser ignorado.
Durante todo o outono, os dias continuarão progressivamente mais curtos e as noites mais longas, seguindo o ciclo natural da estação no Hemisfério Sul. As cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, por exemplo, verão uma redução significativa na média de chuvas de março para abril, passando de 177,2 mm para 78,1 mm.



