Guarda-vidas é agredido por casal de turistas em Guarujá após acusação de omissão
Guarda-vidas é agredido por casal de turistas em Guarujá

Um guarda-vidas temporário de 20 anos foi agredido por um casal de turistas na Praia da Enseada, em Guarujá, litoral de São Paulo, após ser acusado de negar socorro a um homem. Imagens obtidas pelo g1 mostram a confusão, que está sendo investigada pela Polícia Civil como desacato e lesão corporal.

O incidente

O caso ocorreu na quarta-feira (6), quando o guarda-vidas monitorava os banhistas do alto de seu cadeirão. Uma criança o alertou sobre duas pessoas que estariam se afogando. Ao verificar, o profissional visualizou apenas dois homens saindo do mar por meios próprios, sem sinais aparentes de afogamento, caminhando normalmente. Um deles, porém, começou a acusá-lo de omissão de socorro, exigindo que atendesse o outro banhista. Como o homem estava andando normalmente, o guarda-vidas recusou o atendimento, o que gerou revolta na família.

Versão dos agressores

O agressor, de 42 anos, morador da capital paulista, estava no litoral com a esposa, filhos, cunhado e outros familiares. Ele afirmou que a família pertence a uma religião de matriz africana e, quando o cunhado entrou no mar, incorporou uma entidade espiritual, apresentando comportamento alterado e risco de afogamento. Ao pedir ajuda ao guarda-vidas, este teria desacreditado da situação, dizendo se tratar de “brincadeira” ou “sacanagem”. Segundo o agressor, ele tentou explicar a crença religiosa, mas percebeu resistência e, desesperado, puxou o cadeirão onde o profissional estava sentado. Sua esposa, de 27 anos, também entrou na discussão, trocando ofensas verbais com o guarda-vidas. Ela admitiu ter rasgado a camisa do profissional e tentado derrubá-lo, alegando que foi chamada de “vagabunda”. O agressor negou ter desferido socos ou chutes, mas confessou ter puxado o cadeirão e consumido bebida alcoólica, embora afirmasse não estar embriagado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Versão do guarda-vidas

A vítima relatou que, após verificar o local indicado pela criança, constatou que os homens não apresentavam sinais de afogamento. Um deles saiu da água caminhando normalmente e começou a fazer acusações. O guarda-vidas foi então derrubado do cadeirão pelo homem exaltado, e na areia, foi agredido pela mulher, que além de rasgar sua camiseta, desferiu chutes e outros golpes. O profissional afirmou que chegou a ir até o suposto afogado, mas o encontrou consciente e respirando normalmente, sem necessidade de intervenção. Ele também destacou que o casal apresentava sinais de embriaguez alcoólica, como cheiro de álcool, e que testemunhas negaram qualquer negligência de sua parte.

Investigação e consequências

A Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos para atendimento médico, seguindo depois para a delegacia. O caso é investigado como desacato e lesão corporal. A confusão gerou grande repercussão, com imagens mostrando testemunhas tentando conter os agressores.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar