Homem se perde na mata por três dias no Acre e sobrevive comendo frutas silvestres
Homem sobrevive três dias perdido na mata do Acre comendo frutas

Homem se perde na mata por três dias no Acre e sobrevive comendo frutas silvestres

Um homem de 28 anos, identificado como Francisco Sebastião Ferreira de Lima, passou por uma experiência angustiante após se perder na mata durante uma caçada no interior do Acre. Ele conseguiu retornar para casa na última quarta-feira (11), na Comunidade Veneza, em Porto Walter, após três dias desaparecido na floresta.

O desaparecimento ocorreu no domingo (8), quando Francisco saiu para caçar acompanhado do pai nas proximidades do Igarapé Natal, um dos afluentes do Rio Juruá. Ao perceber que estava perdido, o homem tentou sinalizar sua localização disparando uma espingarda, mas os tiros não foram ouvidos devido à baixa potência da pólvora.

Busca intensiva mobiliza bombeiros e voluntários

O Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul iniciou as operações de busca na manhã de terça-feira (10), mobilizando aproximadamente 19 homens entre bombeiros militares e voluntários da região. As equipes percorreram a área seguindo vestígios deixados pelo desaparecido.

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Segundo o major Josadac Cavalcante, comandante do Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, Francisco relatou que para sobreviver durante os três dias na mata comeu frutos típicos da região que encontrava caídos no chão, como sapota e açaí.

Condições extremas de sobrevivência na floresta

O homem enfrentou condições extremamente difíceis durante seu período perdido na mata:

  • Sem facão para se proteger, precisou quebrar palhas de árvores com os dentes para se abrigar da chuva
  • No primeiro dia, chegou a dormir em pé por falta de local adequado para descanso
  • Andou o domingo inteiro sem direção definida, completamente desorientado
  • Na segunda-feira (9), encontrou um igarapé e decidiu seguir suas margens

Francisco contou aos bombeiros que acreditava que seguindo o curso do igarapé conseguiria retornar ao Igarapé Natal, que fica próximo de sua residência. Apesar do manancial estar com correnteza forte e volume elevado, o homem decidiu atravessá-lo nadando.

Retorno à casa e atendimento médico

Após atravessar o igarapé, Francisco caminhou por aproximadamente duas horas por uma estrada de seringa até finalmente conseguir chegar em casa. "A guarnição seguiu os vestígios que encontrou pela praia deixados pela vítima, mas ele estava algumas horas à frente e conseguiu encontrar uma estrada de seringa, onde se localizou e voltou para casa antes da equipe o encontrar", explicou o major Cavalcante.

Ao retornar, o homem apresentava quadro de desidratação e diversos ferimentos causados por espinhos durante sua perambulação pela mata. Ele recebeu atendimento médico necessário e, após avaliação, foi liberado para permanecer em casa em recuperação.

O caso chama atenção para os riscos de atividades em áreas florestais remotas e destaca a importância de preparação adequada e equipamentos de segurança quando se aventura em regiões de mata fechada. A história de sobrevivência de Francisco demonstra a resiliência humana frente a condições extremas na floresta amazônica.

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