Câmara de Belém aprova auxílio emergencial para famílias afetadas por alagamentos históricos
Belém aprova auxílio a famílias após alagamentos históricos

Câmara de Belém aprova auxílio emergencial para famílias afetadas por alagamentos históricos

A Câmara Municipal de Belém aprovou, nesta quarta-feira (22), um projeto de lei que estabelece um auxílio emergencial para as famílias desabrigadas e desalojadas após as fortes chuvas que atingiram a capital paraense. A medida foi aprovada por unanimidade e visa atender às milhares de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pelos alagamentos.

Impacto devastador das chuvas

As ruas e casas da Grande Belém foram inundadas após 26 horas seguidas de chuva no último fim de semana. A Prefeitura de Belém informou que, ao todo, 44 mil pessoas foram impactadas pelos alagamentos. Desse total, aproximadamente 13 mil estão entre desalojados e desabrigados, obrigados a deixar suas residências devido à gravidade da situação.

O município decretou situação de emergência e o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, colocou o governo federal à disposição para auxiliar nos esforços de recuperação. A chuva registrada em abril já superou a média histórica dos últimos 30 anos, com mais de 450 mm de volume e previsão de ultrapassar 550 mm até o final do mês.

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Detalhes do programa de auxílio

O Programa Emergencial de Transferência de Renda foi proposto pela prefeitura na segunda-feira (20) e rapidamente aprovado pela Câmara. Conforme explicou o vereador Fábio Souza, os valores do auxílio variarão de R$ 500 a R$ 1.621 (equivalente a um salário mínimo), dependendo da avaliação da assistência social sobre a gravidade da situação enfrentada por cada família.

Para ter acesso ao benefício, as famílias precisam estar cadastradas no CAD Único. O auxílio será concedido por um período curto, conforme a necessidade, embora não tenham sido detalhados o limite de data nem a origem dos recursos financeiros.

Atendimentos e cadastros em andamento

Enquanto isso, a prefeitura e o governo do estado estão mobilizados para oferecer suporte imediato às vítimas. Três escolas nos bairros da Terra Firme, Guamá e Tapanã foram transformadas em pontos de cadastro e distribuição de donativos, incluindo cestas básicas:

  • Escola Municipal Alda Eutrópio, na região da Pratinha/Tapanã
  • Escola Municipal Amália Paumgartten, no Guamá
  • Escola Municipal Solerno Moreira, na Terra Firme

Nesses mesmos locais, as pessoas poderão refazer documentos e acessar outros serviços essenciais. "É uma ação da Prefeitura de Belém com o Governo do Estado para regularizar a situação dessa população. É importante enfatizar que os nossos atendimentos vão continuar nos territórios mais vulneráveis", afirmou Edna Gomes, presidente da Fundação Papa João XXII (Funpapa).

Contexto meteorológico alarmante

O meteorologista José Raimundo Abreu, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), alertou que os índices pluviométricos já foram ultrapassados. "A média que é 450 mm no mês de abril nos últimos 30 anos, a gente pode verificar que já somou. Faltam 10 dias para acabar o mês e vai chover ainda em torno de 100 mm", explicou o especialista.

A combinação de chuva intensa e maré alta provocou alagamentos em diversos bairros da região metropolitana de Belém, transformando ruas em rios e causando transtornos significativos para a população. As imagens de ruas submersas circularam amplamente, ilustrando a dimensão do desastre natural que afetou a capital paraense.

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