Fábrica clandestina de sorvetes com produtos vencidos é interditada pela segunda vez em Santa Catarina
Uma fábrica irregular de sorvetes e picolés foi interditada pela segunda vez em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, na quinta-feira (2). O estabelecimento, que já havia sido fechado em março por falta de higiene e uso de produtos vencidos, retomou as atividades sem autorização, desafiando as autoridades sanitárias. Durante a fiscalização, nenhum responsável pelo local foi encontrado, o que aumentou a gravidade do caso.
Denúncia ao Ministério Público e investigação policial
O caso teve início após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e se agravou significativamente, conforme a Polícia Civil, devido ao descumprimento de sanções administrativas e à reiteração criminosa dos proprietários investigados. Na primeira fiscalização, realizada em 31 de março, os agentes encontraram um cenário considerado alarmante, com a produção ocorrendo nos fundos de uma residência, sem registro oficial e sem qualquer protocolo de segurança alimentar.
Os fiscais localizaram equipamentos sujos e matéria-prima vencida há mais de dois anos, evidenciando riscos graves à saúde pública. Além da falta de higiene, os produtos prontos para venda não possuíam rótulos, data de validade ou comprovação de procedência, violando normas básicas de comercialização.
Reincidência e nova interdição
Na tarde de quinta-feira, os fiscais retornaram ao endereço e descobriram que o lacre de interdição havia sido jogado no lixo e as placas de sinalização removidas. No local, encontraram uma máquina em funcionamento e baldes de sorvete com indícios de produção recente, além de estoque de matéria-prima recém-adquirida, o que reforçou a suspeita de continuidade das atividades ilegais.
Diante das irregularidades, a Vigilância Sanitária tomou medidas drásticas:
- Interditou novamente o espaço, lacrando as máquinas e a porta de acesso ao estabelecimento.
- Apreendeu os baldes de sorvete produzidos de forma irregular, encaminhando-os para inutilização.
- Descartou produtos e insumos vencidos, conforme procedimentos sanitários.
Paralelamente, foi instaurado um Inquérito Policial para apuração detalhada dos fatos, visando responsabilizar os envolvidos por práticas que colocam em risco a saúde dos consumidores.



