Brasileira desaparecida na Inglaterra completa dois meses sem pistas
Desaparecida na Inglaterra: dois meses sem notícias

O desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto na Inglaterra completa dois meses neste domingo, 3 de junho. A cearense, de 32 anos, fez o último contato com familiares e amigos no dia 3 de março e desde então não foi encontrada. A Polícia de Essex, responsável pela investigação, não divulga informações oficiais sobre o caso há um mês. As buscas físicas pela brasileira foram encerradas no dia 20 de março, e desde então a investigação tem se concentrado na coleta de informações e novas evidências.

Mãe de Vitória retorna ao Brasil

No início de abril, a mãe de Vitória, Gleyz Barreto, que havia viajado para o Reino Unido para acompanhar a investigação, retornou ao Brasil. O namorado de Vitória, que permaneceu na Inglaterra por mais tempo, também já voltou para o país. A polícia comunicou aos familiares que parte dos dados bancários de Vitória foi acessada, mas as informações não trouxeram novas evidências sobre seu possível paradeiro.

Última movimentação bancária

Em vídeo publicado nas redes sociais, Liliane Silva, professora que hospedava Vitória na Inglaterra antes do desaparecimento, relatou que a última movimentação bancária registrada nas contas de Vitória ocorreu no dia do desaparecimento, 3 de março, quando ela pagou por um café e por uma passagem de ônibus.

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Petição por acesso a dados bancários

Na última semana, amigos e familiares de Vitória divulgaram um perfil nas redes sociais criado pela comunidade de Brightlingsea, cidade por onde a psicóloga passou após sair da Universidade de Essex no dia em que deixou de fazer contato. Neste perfil, foi anunciado que uma petição virtual será lançada para colher assinaturas e pressionar o Parlamento do Reino Unido a garantir que a polícia tenha total acesso às informações bancárias de Vitória. Segundo o texto, a esperança é que o caso seja tratado como urgente, acelerando um trâmite que poderia levar semanas ou meses.

Hipótese principal da polícia

A principal hipótese da Polícia de Essex, conforme Liliane, é que Vitória está em terra firme. Ela comentou que uma das possibilidades é que alguém pode ter encontrado a psicóloga em um momento de vulnerabilidade e tenha feito algo contra ela. Há uma semana, Liliane informou que uma nova pista pode ter surgido, com o depoimento de uma triatleta que acredita ter visto Vitória na região de Bradwell dez dias após o desaparecimento. O g1 solicitou informações atualizadas do caso à Polícia de Essex, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Cronologia dos últimos passos

No dia 3 de março, Vitória saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres, e foi vista pegando um ônibus e desembarcando em Brightlingsea. Os últimos passos confirmados são uma filmagem dela em um local próximo à marina de Brightlingsea, na madrugada do dia 4 de março. Uma das hipóteses consideradas pela polícia é que ela tenha levado uma embarcação que foi encontrada à deriva no dia seguinte, por volta do meio-dia, próxima à costa de Bradwell-On-Sea.

Novas imagens de câmeras de segurança

No último comunicado da polícia, no dia 1º de abril, os investigadores divulgaram novas imagens da psicóloga obtidas em câmeras de segurança na região de Brightlingsea, próximo à área portuária. As filmagens mostram Vitória em dois momentos: por volta das 14h35 de 3 de março, atravessando uma área de fazenda em Hurst Green; e por volta de 0h22 de 4 de março, em uma área industrial próximo a Copperas Road, perto do estaleiro de Brightlingsea. Esta é a última imagem conhecida de Vitória.

Trajetória antes do desaparecimento

Natural de Fortaleza, Vitória está fora do Brasil desde janeiro, quando participou de um congresso e dois cursos no Marrocos. Em seguida, chegou à Inglaterra, onde ficou hospedada na casa de amigos. A intenção era participar de atividades científicas e tentar um doutorado. Desde o início de março, estava na casa da amiga brasileira Liliane, com quem trabalhava em um projeto de pesquisa na Universidade de Essex. No dia do desaparecimento, almoçou com a amiga perto da universidade e deveriam se reencontrar no fim da tarde, mas Vitória não apareceu.

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Última ligação para a mãe

A mãe de Vitória, Gleyz Barreto, relatou que a psicóloga aparentava estar muito nervosa na última ligação telefônica, no dia do desaparecimento. "Na terça-feira, ela me ligou muito nervosa, dizendo que achava que estava muito cansada, um estresse exagerado. Porque ela já vinha de um congresso em Marrocos, tinha passado um mês fora... E aí, quando ela disse ‘Mãe, eu estou precisando ir. Preciso ir, mãe, agora eu preciso ir…’ E desligou o telefone", contou Gleyz.

No fim de março, a família lançou uma campanha nas redes sociais para arrecadar doações, com o objetivo de cobrir custos de estadia no Reino Unido e contratar um detetive particular.