Moradores de São José dos Campos ainda temem retornar a prédio após crateras serem fechadas
Moradores temem voltar a prédio após crateras serem fechadas

Moradores de São José dos Campos ainda temem retornar a prédio após crateras serem fechadas

Mesmo após a liberação oficial da Defesa Civil, uma parte significativa dos moradores do prédio interditado na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, em São José dos Campos, ainda não retornou para suas casas. As duas crateras abertas na via já foram preenchidas com pedras, mas o medo e a insegurança persistem entre os residentes.

Obras de recuperação em andamento

Segundo a prefeitura municipal, o preenchimento das crateras com pedras representa apenas a primeira fase das obras de recuperação. Os trabalhos devem continuar até a construção de uma nova galeria pluvial no local, visando prevenir futuros incidentes. Com o avanço dos serviços e a melhora nas condições climáticas, a maioria dos 156 moradores que foram retirados do local foi autorizada a voltar.

No entanto, muitos preferem aguardar mais tempo antes de retornar. O síndico do prédio, Rafael Barbosa, destacou que o temor ainda é grande entre os moradores. “Ninguém queria ter saído, mas numa ocasião dessa não tem o que fazer. A gente está se organizando, voltando aos poucos. Alguns com muito medo de voltar, alguns não vão voltar. Olho na janela o tempo todo… o medo, ainda tem medo. O pessoal tem muito medo que possa piorar”, afirmou.

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Insegurança e transtornos adicionais

Miguel Dognini, residente do terceiro andar, já retornou ao seu apartamento, mas admite que ainda se sente inseguro. “A gente tem um pouco de medo, um pouco de receio, mas é nossa casa. A gente quer de toda forma voltar para o nosso lar”, contou. Além dos problemas causados pelas crateras e pela interdição parcial da rua, os moradores da região enfrentaram outros transtornos.

Nesta segunda-feira (16), um vazamento foi registrado nas mangueiras utilizadas para o abastecimento emergencial de água. A aposentada Maria Cecília da Silva expressou preocupação com a situação. “Se encher muito ali, vai parar lá no meu quintal. Então eu estou preocupada”, afirmou. A Sabesp esteve no local e realizou o reparo após aproximadamente duas horas.

Contexto do caso e monitoramento contínuo

O problema na rua teve início no dia 27 de janeiro, quando a primeira erosão se abriu, chegando a engolir um caminhão. A segunda cratera surgiu no dia 7 de fevereiro, durante um período de chuvas intensas. Um prédio com 34 apartamentos e quatro casas foi interditado, sendo que duas dessas casas permanecem com acesso restrito.

De acordo com a Defesa Civil, a área segue sendo monitorada de perto e a situação está sob controle. José Benedito da Silva, coordenador do órgão, explicou: “Foi feita perícia no prédio, verificadas todas as condições de habitabilidade, e também a contenção da cratera está estabilizada. Agora já entra em outras fases de recuperação, mas o principal, que era dar garantia para que as pessoas pudessem retornar para suas casas, essa garantia já foi aprovada”.

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