Uma tragédia comoveu a cidade de Londrina, no norte do Paraná, na última sexta-feira (2). Miguel Augusto Maimone dos Santos, de apenas cinco anos, morreu após se afogar em uma piscina localizada na chácara do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol).
Detalhes do trágico acidente
O incidente aconteceu na PR-545, onde a família do menino estava visitando o local. De acordo com o vice-presidente do sindicato, André Silva, as imagens de segurança registraram o momento exato do ocorrido. Miguel pulou sozinho na piscina de biribol, que tem 1,30 metro de profundidade, sem o colete salva-vidas que utilizava anteriormente.
O dia estava chuvoso, o que resultou na ausência de outros visitantes no clube. Apenas funcionários e a família da criança estavam presentes. Após perceberem o desaparecimento do menino, os familiares o encontraram submerso na água.
Tentativas de resgate e investigação
O Corpo de Bombeiros foi acionado rapidamente e realizou manobras de reanimação no local por 45 minutos. Entretanto, os esforços não foram suficientes. "Ela [criança] já apresentava alguns sinais do afogamento, estava inconsciente", explicou o tenente Cavalcante, que atendeu à ocorrência.
As câmeras de segurança foram cruciais para apurar que o menino ficou seis minutos debaixo d'água. O corpo de Miguel foi recolhido pela Polícia Científica de Londrina, e a Polícia Civil iniciou uma investigação para apurar todas as circunstâncias do caso.
Consequências e alerta para a segurança
A criança foi sepultada no sábado (3), deixando familiares e a comunidade local em luto. O caso acende um alerta sobre a supervisão constante de crianças em ambientes aquáticos, mesmo em piscinas consideradas rasas ou em locais aparentemente seguros.
A tragédia serve como um doloroso lembrete da importância de medidas preventivas, como:
- Uso obrigatório de coletes salva-vidas adequados para crianças.
- Supervisão visual permanente por um adulto responsável.
- Conscientização sobre os riscos mesmo em piscinas com pouca profundidade.
O afogamento é uma das principais causas de morte acidental de crianças no Brasil, e casos como o de Miguel reforçam a necessidade de atenção redobrada durante atividades de lazer na água.