Laudo aponta bomba pirotécnica como causa de incêndio que destruiu sucata histórica em Fortaleza
Bomba pirotécnica causou incêndio em sucata de Fortaleza, diz laudo

Incêndio em sucata histórica de Fortaleza foi causado por bomba pirotécnica, conclui perícia

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) divulgou o laudo oficial sobre o incêndio de grandes proporções que destruiu a Sucata Chico Alves, localizada no bairro Jacarecanga, em Fortaleza. O fogo, que ocorreu na noite do dia 24 de dezembro de 2025, teve origem a partir de uma bomba pirotécnica do tipo rasga-lata, conforme determinação dos peritos.

Análise detalhada dos vestígios confirma causa do sinistro

O documento pericial, baseado na coleta minuciosa de evidências no local, apontou que a rasga-lata entrou em contato com materiais altamente inflamáveis armazenados na sucata. Essa combinação teria facilitado a propagação rápida e intensa das chamas, resultando na destruição quase total do estabelecimento.

Além da sucata, que funcionava há mais de 50 anos na Avenida Sargento Hermínio, casas vizinhas também foram atingidas e precisaram ser interditadas devido aos riscos estruturais. O incêndio, que começou por volta das 23h30, foi visível de vários pontos da região e mobilizou o Corpo de Bombeiros em uma operação de combate às chamas.

Feridos leves e investigação em andamento

Quatro pessoas sofreram ferimentos durante o incidente, mas todos foram considerados leves e sem gravidade. É importante destacar que a sucata estava fechada no momento do incêndio, o que evitou uma tragédia de maiores proporções.

Com a conclusão do laudo, o relatório foi encaminhado à Polícia Civil do Ceará, que já investiga o caso para esclarecer as circunstâncias exatas do ocorrido e identificar possíveis envolvidos. A polícia informou que um vídeo divulgado nas redes sociais, que inicialmente sugeria ligação com o incêndio, foi analisado e descartado como elemento relacionado.

Falta de certificação de segurança agravou situação

Outro ponto relevante levantado pelas autoridades é que a Sucata Chico Alves não possuía certificação de conformidade do Corpo de Bombeiros. Esse documento é obrigatório para estabelecimentos comerciais e atesta a segurança e proteção contra incêndios, incluindo medidas preventivas e de combate.

A ausência dessa certificação pode ter contribuído para a rápida propagação do fogo e a dificuldade no controle inicial do sinistro. O caso serve como alerta para a importância da regularização e cumprimento das normas de segurança em empreendimentos que manuseiam materiais inflamáveis.