Gabriela Lopes Soares se torna a primeira e única mulher a passar no curso da Força Tática do Piauí
A policial militar Gabriela Lopes Soares, de 31 anos, fez história no Piauí ao ser a única mulher aprovada na primeira edição do Curso da Força Tática da Polícia Militar do estado. Ela conquistou essa vitória ao lado de outros 41 candidatos que também conseguiram concluir todas as fases do rigoroso processo seletivo.
Desafios e superação na rotina intensa
Durante a preparação, Gabriela enfrentou o desafio de conciliar a carreira como mãe, policial e as demandas domésticas com os treinos exigentes. "Sou esposa, mãe e policial, com uma rotina intensa de plantões e responsabilidades", afirmou ela em entrevista. "Conciliar tudo isso com a preparação para o TAF e para o curso da Força Tática não foi fácil, mas foi um processo de muita organização, disciplina e propósito."
A policial destacou que precisou otimizar seu tempo, abrir mão de confortos e manter constância mesmo nos dias mais cansativos. Ela contou com uma rede de apoio e acompanhamento profissional, que foram fundamentais para seu sucesso.
Detalhes do curso e etapas concluídas
A primeira etapa do curso foi concluída em dezembro do ano passado, e atualmente a segunda edição está em andamento, com potencial para aprovar mais 65 candidatos. O curso da Força Tática é uma especialização que prepara policiais para atuar em situações de alto risco, exigindo domínio técnico, físico e psicológico.
As equipes de Força Tática são mais capacitadas para atuar em ocorrências que demandam uma resposta rápida e robusta, intermediária entre o patrulhamento comum e as unidades de operações especiais. Entre as atividades do teste físico estavam:
- Execução de abdominais em 60 segundos
- Teste de isometria
- Corrida de 12 minutos
- Flexão de braço no solo
- Deslocamento em meio líquido de 50 metros em 3 minutos
Preparação física e suporte nutricional
Gabriela, que já atuava na área há mais de dois anos, contou com a ajuda de uma nutricionista para otimizar seus treinos. "Minha rotina de treino não era fixa, porque eu tinha que me dividir entre as demandas de casa, do meu filho, o trabalho", relatou. "Era nos dias que eu tinha folga. Então, tinha dias que eu conseguia treinar duas vezes no dia e tinha dias que eu não conseguia."
A nutricionista Carla Barbosa, que acompanha a policial há mais de um ano, explicou a importância do suporte profissional. "Com a proximidade do curso, ajustamos o protocolo nutricional para um modelo de alta performance", disse. "Mulheres precisam desenvolver força, resistência e recuperação muscular de maneira muito estratégica para atender às altas exigências físicas desses cursos. Hoje é possível ver claramente que a preparação alimentar teve impacto direto na performance e no resultado incrível que ela conquistou."
Essa conquista marca um avanço significativo na inclusão de mulheres em unidades policiais de elite no Piauí, inspirando outras profissionais a buscarem especializações desafiadoras.