Peão de 59 anos morre após queda de cavalo em manejo de gado no MS
Peão morre após queda de cavalo em fazenda de Água Clara

Um peão de 59 anos faleceu após sofrer uma queda de cavalo durante o manejo de gado em uma propriedade rural de Água Clara, no Mato Grosso do Sul. O óbito foi registrado na madrugada do último domingo (4), mas o acidente que levou à sua morte ocorreu no dia 20 de dezembro, conforme informações da polícia.

Detalhes do acidente no campo

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem estava tocando o gado quando uma novilha investiu contra ele. Com o impacto, o peão foi derrubado do cavalo e arremessado contra uma árvore. Imediatamente após a queda, ele começou a sentir fortes dores na região do tórax e suspeitou de fratura nas costelas.

Percurso por hospitais e piora do quadro

Por já ter passado por uma situação semelhante anteriormente, o trabalhador acreditou que se recuperaria sem necessidade de atendimento médico especializado. No entanto, após quatro dias de dores intensas, ele procurou o Hospital Municipal de Água Clara.

Devido à falta de equipamentos adequados no local, o peão foi encaminhado para realizar exames no Hospital Auxiliadora. Após os procedimentos, retornou ao hospital municipal, onde um médico confirmou as fraturas nas costelas.

O homem recebeu medicação e teve alta, mas seu estado de saúde continuou a se agravar. Ele então buscou atendimento em Três Lagoas, onde recebeu nova medicação, incluindo remédios para o estômago, e foi liberado mais uma vez.

No dia seguinte, ainda sentindo fortes dores, procurou um atendimento particular em Água Clara. A médica que o atendeu, identificando a gravidade dos ferimentos, solicitou uma vaga zero, o que resultou na sua transferência para a Santa Casa de Campo Grande no dia 30 de dezembro.

Internação e óbito

Após quatro dias internado na Santa Casa de Campo Grande, o peão de 59 anos não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, na capital sul-mato-grossense, como morte decorrente de fato atípico.

O incidente levanta questões sobre a segurança no trabalho rural e a importância da busca imediata por atendimento médico especializado após acidentes graves, mesmo quando os sintomas iniciais parecem administráveis.