Radar de velocidade é derrubado intencionalmente em trevo perigoso de Goiás
Radar derrubado em trevo perigoso de Nova Crixás, GO

Um ato de vandalismo contra equipamentos de segurança viária foi registrado no interior de Goiás. Radares de controle de velocidade instalados na rodovia GO-164 foram encontrados propositalmente derrubados na manhã de sábado, 3 de fevereiro.

Local do incidente e importância dos equipamentos

O fato ocorreu no trevo que conecta a GO-164 à GO-239, conhecido como trevo da Piraíba, na região de Nova Crixás, no Vale do Araguaia. Segundo relatos de moradores da área, os radares funcionavam como uma barreira eletrônica e desempenhavam um papel crucial na redução da velocidade dos veículos que trafegam por aquele trecho, considerado historicamente perigoso.

O ponto é de grande movimentação para condutores que seguem em direção ao distrito de São José dos Bandeirantes. A presença dos equipamentos, conforme a comunidade, trazia mais segurança, especialmente para quem precisava cruzar a via.

Evidências de ação intencional

Em vídeos feitos no local e compartilhados em redes sociais, um morador deixou claro que a queda dos radares não foi acidental. Ele descartou a possibilidade de ventos fortes ou um acidente de trânsito ter causado o dano.

O que se viu foram marcas evidentes no local que indicam o uso de uma lâmina ou de algum tipo de máquina para cortar e derrubar as estruturas dos radares. "Foi derrubado de propósito. Esse radar dava muita segurança para quem atravessa aqui, porque os carros passavam devagar", afirmou o residente, que também lembrou que o local já foi palco de acidentes graves no passado.

Busca por respostas e impacto na segurança

A reportagem entrou em contato com a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) para obter informações sobre a reposição dos equipamentos e se há investigação em andamento sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, a agência não havia se pronunciado.

A remoção violenta dos radares reacende a preocupação com a segurança viária na região. A ação não apenas causa prejuízo ao patrimônio público, mas também remove um instrumento de controle de velocidade que, pela percepção local, era eficaz na prevenção de acidentes.

O caso ocorre em um contexto de alerta sobre os perigos nas estradas goianas, como ilustram notícias recentes de acidentes graves com múltiplas vítimas em rodovias como a BR-153 e a GO-110.