O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, negou categoricamente, nesta terça-feira (5), que o Irã esteja utilizando golfinhos equipados com minas, conhecidos como "golfinhos kamikaze", em operações militares no Estreito de Ormuz. A declaração foi uma resposta direta a uma reportagem do Wall Street Journal, publicada na sexta-feira (1º), que alegava que forças iranianas estariam empregando esses animais em ataques a navios na região estratégica.
Declarações de Hegseth
Durante uma coletiva de imprensa, Hegseth afirmou: "Não posso confirmar ou negar que nós [os EUA] não temos os 'golfinhos kamikaze', mas posso confirmar que eles [o Irã] não têm." A declaração busca dissipar rumores que ganharam força após a publicação do artigo, que descrevia supostos treinamentos militares com golfinhos realizados pelo Irã.
Histórico dos golfinhos militares
De acordo com a BBC, o Irã teria adquirido, no ano 2000, um grupo de golfinhos que haviam sido previamente treinados pela Marinha soviética para fins militares. Esses animais, segundo relatos, teriam sido preparados para atacar inimigos da República Islâmica, utilizando inclusive arpões presos ao corpo. No entanto, as autoridades americanas contestam veementemente essa versão.
Ameaças aos cabos submarinos
Além da questão dos golfinhos, a reportagem do Wall Street Journal também destacou que o Irã estaria ameaçando cortar cabos de telecomunicações no Estreito de Ormuz, uma ação que poderia impactar significativamente o tráfego de internet em escala global. Segundo a publicação, a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana, teria divulgado um mapa detalhado dos cabos submarinos na região, o que seria interpretado como um possível aviso de que essa infraestrutura vital poderia ser alvo de ataques.
Estratégia militar iraniana
O veículo também informou que o Irã estaria estudando o uso de armas ainda não empregadas no conflito, como submarinos, para contornar as dificuldades impostas pelo bloqueio americano no Estreito de Ormuz. Esse bloqueio, que tem sido utilizado como uma arma de guerra desde o início do conflito, teria limitado a capacidade iraniana de manobrar e pressionar economicamente seus adversários.
Impacto do bloqueio americano
Analistas consultados pelo jornal avaliam que o bloqueio americano pode ter encerrado a estratégia iraniana de usar o Estreito de Ormuz como meio de fugir das pressões financeiras impostas pelos EUA. Com a interdição de embarques de todos os portos iranianos, os chamados "navios fantasmas" do Irã deixaram de circular na região, interrompendo o comércio de petróleo com a China, uma das principais fontes de receita do país. Para setores políticos iranianos, essa ação é considerada um ato de guerra que exige uma resposta militar proporcional.
A situação no Estreito de Ormuz continua sendo um ponto central de tensão entre os EUA, Israel e o Irã, com implicações econômicas e de segurança global. Enquanto isso, a negação de Hegseth busca esclarecer a posição americana diante de alegações que, se confirmadas, representariam uma escalada significativa no conflito.



