Resgate dramático da baleia jubarte 'Timmy' na Alemanha gera polêmica sobre seu destino
O secretário estadual de Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Till Backhaus, afirmou nesta terça-feira (5) que não acredita na morte da baleia jubarte apelidada de 'Timmy'. A declaração contraria uma avaliação divulgada mais cedo pelo 'Deutsches Meeresmuseum', museu oceanográfico da cidade de Stralsund, no nordeste do país.
"Não compactuo, neste momento, com as especulações sobre a possível morte do animal. Me baseio em fatos. Se o Deutsches Meeresmuseum tem informações que nós não temos, peço que sejam compartilhadas", afirmou Backhaus. Mais cedo, o museu havia informado, em comunicado, que considera "com alta probabilidade" que o mamífero esteja morto. Segundo a instituição, o animal estava extremamente debilitado e voltou a encalhar diversas vezes em curtos intervalos após tentativas anteriores de resgate.
"Há alta probabilidade de que ele não tivesse forças suficientes para nadar por longos períodos em águas profundas e não esteja mais vivo", diz o texto. O museu, contudo, não apresentou provas que sustentassem a conclusão. Segundo as autoridades alemãs, não há sinais claros de vida da baleia desde que ela foi solta no Mar do Norte, no fim de semana, ao fim de uma operação de resgate conduzida por uma iniciativa privada.
Rastreador instalado na baleia não fornece dados conclusivos
Um rastreador foi instalado na baleia durante a operação de resgate para tentar acompanhar seus movimentos após a soltura em mar aberto. O equipamento funciona por meio de transmissões via satélite, enviadas quando o animal sobe à superfície, o que em condições normais permitiria identificar sua localização ao longo do tempo. Até agora, contudo, os dados são limitados. Foram registrados cerca de 25 sinais ('pings'), mas nenhuma informação de posição, o que impede saber onde a baleia está ou por onde passou desde que foi liberada.
Também há dúvidas sobre o que esses sinais realmente indicam. Parte da equipe envolvida na operação considera que as transmissões podem sugerir atividade do animal, já que o dispositivo precisa emergir para enviar dados. Especialistas, no entanto, afirmam que isso não é suficiente para confirmar se a baleia está viva. Outro ponto é que esse tipo de rastreador não mede sinais vitais. Ou seja, mesmo quando funciona corretamente, ele não é capaz de indicar o estado de saúde do animal, apenas registrar eventuais transmissões.
Operação de resgate envolveu equipes e barcaça no Mar Báltico
Imagens do resgate mostram pessoas ajudando a baleia jubarte encalhada a entrar em uma barcaça durante o resgate em águas rasas do Mar Báltico, perto da ilha de Poel, na Alemanha, em 28 de abril de 2026. A operação foi conduzida por uma iniciativa privada e contou com apoio de equipes locais. Após ser levada para águas mais profundas, a baleia foi solta no Mar do Norte, mas desde então não há confirmação de sua sobrevivência.
O caso gerou grande repercussão na Alemanha e levantou debates sobre os métodos de resgate de animais marinhos e a eficácia dos dispositivos de rastreamento. Enquanto o secretário Backhaus mantém esperanças, o museu oceanográfico insiste na alta probabilidade de morte, baseado no estado debilitado do animal e nos repetidos encalhes.



