Condenação histórica após 25 anos
O Tribunal do Júri condenou Mocélio Pereira Linhares a 66 anos de prisão pela participação na Chacina do Cauamé, ocorrida em 2000, em Boa Vista, Roraima. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (30), exatos 25 anos após o crime que chocou a região. O acusado, que já estava preso, foi considerado culpado por matar sete jovens e tentar assassinar outras duas pessoas às margens do rio Cauamé.
As vítimas da chacina
As vítimas fatais foram identificadas como Herysson Soares Neves, conhecido como “Voador”; Edvilson da Silva Lima, também chamado de "Ednilson"; José da Costa; Rubens Araújo da Silva; Rudson Araújo da Silva; Tiago Miguel Fonseca Rodrigues; e Greyci Anne Lima Sales. A investigação apontou que eles foram mortos com aproximadamente 80 facadas e seis tiros. O g1 tenta contato com a defesa de Mocélio.
Detalhes do crime e julgamento
Além de Mocélio, outros dois homens são acusados pela chacina. De acordo com a sentença, o alvo principal era Herysson Soares Neves, e as demais vítimas foram atingidas por estarem com ele no momento do ataque. A acusação foi sustentada pelo Ministério Público de Roraima. Mocélio foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes como dificultar a defesa das vítimas, motivo fútil e uso de meio cruel.
A sentença relata que o réu e seus comparsas surpreenderam o grupo no local, armados, e ordenaram que todos deitassem no chão com o rosto voltado para baixo. Parte das vítimas estava dormindo, o que reduziu qualquer chance de reação. Segundo a Justiça, os assassinatos ocorreram devido a uma disputa territorial entre grupos de bairros rivais, conhecidos como “galeras”, além do incômodo com a presença e o barulho atribuídos a Herysson.
No dia do crime, conforme o Ministério Público, as vítimas foram submetidas a intenso sofrimento físico e mental, com vários golpes de faca e disparos de arma de fogo, alguns à queima-roupa.



