EUA investem US$ 115 mi em tecnologia antidrone para Copa de 2026
EUA investem US$ 115 milhões em tecnologia antidrone

O governo dos Estados Unidos está reforçando suas defesas aéreas com um investimento massivo em tecnologia de ponta. O objetivo é proteger o espaço aéreo durante dois dos maiores eventos do país em 2026: a Copa do Mundo de Futebol, que será sediada em conjunto com Canadá e México, e as celebrações do 250º aniversário da independência americana.

Investimento em duas frentes para segurança máxima

Nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos fez um anúncio crucial. A pasta confirmou um investimento de US$ 115 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 617 milhões, especificamente para a aquisição e implantação de sistemas antidrone.

Os recursos serão geridos por um novo escritório criado dentro do DHS, com a missão de agilizar a compra e o uso dessas tecnologias. Este não é, porém, o único aporte financeiro recente. No mês anterior, em dezembro de 2025, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), que também integra a estrutura do DHS, já havia destinado US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,3 trilhão) para os 11 estados americanos que receberão partidas da Copa do Mundo.

O propósito é o mesmo: equipar as autoridades locais com o que há de mais moderno para monitorar e neutralizar drones não autorizados. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, destacou a importância da medida em uma publicação na rede social X. "Os drones representam a nova fronteira da superioridade aérea americana", afirmou.

Ameaça crescente dos drones exige resposta tecnológica

A popularização e a facilidade de compra de drones por civis têm colocado um desafio complexo diante das autoridades de segurança pública. O uso irresponsável ou mal-intencionado desses aparelhos em espaços públicos já causou transtornos significativos.

Em janeiro de 2025, por exemplo, um homem lançou um drone sobre o estádio durante uma partida da NFL em Baltimore, nos EUA, o que forçou a paralisação do jogo por vários minutos. Outro caso que alarmou a população ocorreu em novembro de 2024, quando moradores do estado de Nova Jersey relataram a presença de diversos drones sobrevoando a região por dias seguidos.

Além do risco de acidentes e do uso civil indevido, as autoridades americanas enxergam uma ameaça mais organizada. A sofisticação tecnológica de cartéis de drogas latino-americanos, que utilizam drones para contrabando e vigilância, é um dos motivos que justificam o investimento em contramedidas mais avançadas.

Copa do Mundo e aniversário do país elevam a pressão por segurança

A Copa do Mundo de 2026 é, sem dúvida, um dos grandes catalisadores desse esforço de modernização. O evento, um dos maiores do planeta, trará uma pressão logística e de segurança sem precedentes para as cidades-sede nos Estados Unidos.

Estimativas da empresa de dados Tourism Economics projetam a chegada de mais de um milhão de visitantes estrangeiros apenas para assistir aos jogos em solo americano. Esse fluxo massivo de pessoas, somado à visibilidade global do evento, exige um aparato de segurança impecável, que agora inclui o domínio absoluto do espaço aéreo.

O DHS, órgão responsável pela segurança de grandes eventos no país, também precisa equilibrar essa demanda com outras prioridades do governo, como as políticas anti-imigração da administração do presidente Donald Trump. A tecnologia antidrone surge, portanto, como uma ferramenta multifuncional, capaz de enfrentar desde ameaças terroristas até a vigilância de fronteiras e o contrabando.

Com os investimentos milionários já anunciados, os Estados Unidos demonstram que estão se preparando para garantir que a festa do futebol e as celebrações de seu aniversário ocorram com segurança, transformando o céu em uma fronteira tão vigiada quanto o solo.